Farinha e Farelo de Trigo: demanda pelos derivados segue muito baixa no mercado nacional

Tempo de leitura: 3 minutos

| Publicado em 16/04/2024 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

A 2° semana de abril não foi muito diferente das demais, com a demanda pela farinha de trigo ainda preocupando os moinhos, que alegam não ter expectativas de melhora nem mesmo no longo prazo, afirmando que este deverá ser um ano ruim para os negócios.

Não apenas isso, outro ponto de preocupação para muitos moinhos, é a dificuldade em manter preços mais elevados no interior do país, como é o caso de Minas Gerais, que acabam sendo prejudicados pelo litoral, que conseguem adquirir trigo de qualidade mais barato, e vender um derivado a preços mais descontados.

Isso ocorre pois o litoral tem facilidade de importação da Argentina, com preços mais baratos e menores custos com logística, enquanto no interior, a farinha nacional de qualidade está mais cara, e os custos logísticos no caso de importação também são maiores, reduzindo assim as margens de lucro.

No geral, a margem de lucro é preocupação para todos, que veem a frente um caminho bastante incerto para o derivado.

Quanto ao farelo de trigo, um dos maiores problemas está na demanda pelo derivado, e moinhos relataram que surgiu até mesmo a necessidade de parar as operações por um curto período de tempo, já que estavam com um estoque de farelo muito elevado, e baixo escoamento.

Uma das razões para a baixa demanda do farelo de trigo, está na forte competitividade do milho neste momento, com preços que também recuaram forte no mercado nacional, tornando-se mais atrativos no complemento da ração para a alimentação animal.

Apesar das exportações aquecidas do farelo de trigo segurarem os preços do cereal, esses também estão com uma tendência de queda ao acompanhar a paridade de importação.

Explicando o grande volume exportado, como já mencionado anteriormente, países asiáticos estão importando trigo brasileiro de baixa qualidade para a produção de ração, o que acaba sustentando o ritmo de embarques.

FARELO DE TRIGO POR REGIÃO (preços a retirar – FOB)

No OESTE DO PARANÁ preços de negócios entre R$ 520/t a R$ 610/t FOB no granel e no ensacado preço médio de R$ 570/t FOB.

No NORTE DO PARANÁ os preços praticados no granel foram entre R$ 520/t a R$ 640/t FOB no granel e no ensacado preço médio de R$ 580/t FOB.

Na região de CURITIBA – PR e Campos Gerais, a cotação ficou em R$ 530/t a R$ 650/t FOB no granel e no ensacado preço médio de R$ 600/t FOB.

Nos moinhos da grande SÃO PAULO – SP os preços praticados no granel ficaram em torno de R$ 550/t FOB a R$ 630/t FOB diferido, e o ensacado ficou em R$ 690/t FOB.

Nos moinhos do RIO GRANDE DO SUL, os preços em Porto Alegre a granel foram negociados entre R$ 530/t a R$ 610/t FOB. No ensacado, volumes de negócio a R$ 600/t FOB.

Em Caxias do Sul volumes a granel negociados entre R$ 520/t a R$ 630/t FOB. No ensacado, os preços praticados foram em média de R$ 650/t FOB.

Em SANTA CATARINA os preços praticados foram em média R$ 620/t a R$ 720/t FOB, no farelo a granel. Já no ensacado, os preços ficaram em torno dos R$ 720/t.

*TABELA ATUALIZADA 11/04*

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