Farelo de Trigo
O mercado de farelo de trigo mantém-se em um ambiente de estabilidade, mesmo diante do incremento gradual na demanda observado nas últimas semanas. As negociações avançaram de forma moderada, mas sem provocar alterações estruturais significativas nos níveis de preço, que seguem inalteradas em relação à semana anterior, à exceção do farelo ensacado em São Paulo, onde foi registrado acréscimo.
Pelo lado da oferta, a moagem apresentou avanço recente, ampliando a disponibilidade do derivado no curto prazo. Entretanto, a indústria salienta que o final de ano costuma ser marcado por períodos de manutenção nas plantas de processamento, o que tende a reduzir o ritmo de moagem e, consequentemente, limitar a oferta momentaneamente.
As projeções para o restante de 2025 e o início de 2026 indicam que o comportamento dos preços estará condicionado à dinâmica da moagem. A intensificação das atividades tende a ampliar a oferta e exercer pressão baixista sobre as cotações, enquanto eventuais retrações na produção podem conferir sustentação ao mercado.
No campo dos insumos concorrentes, o milho apresentou leve valorização ao longo de novembro. O Indicador Esalq/B3 (Cepea), referência para Campinas (SP), acumulou alta de 1,4% desde o início do mês, alcançando R$ 67,34 por saca até a última terça-feira (11). Apesar do ajuste positivo, a variação do cereal não gerou reflexos expressivos sobre o mercado do farelo. Vale ressaltar que ambos apresentem correlação histórica por serem amplamente utilizados na formulação de rações animais.
Na pecuária, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, até a primeira semana de novembro (cinco dias úteis), o Brasil embarcou cerca de 100 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, volume que representa 44,1% do total exportado em todo o mês de novembro de 2024, quando foram registradas 228 mil toneladas em 19 dias úteis. Esse desempenho reforça o ritmo consistente das exportações do setor, que pode manter firme a demanda por insumos voltados à alimentação animal, como o farelo de trigo.

Com relação a matéria-prima, o mercado do trigo permanece em cautela, com agentes aguardando maiores definições sobre os próximos leilões de apoio à comercialização da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal destinará R$ 67 milhões para subsidiar o escoamento de até 250 mil toneladas do grão da safra 2024/25, com foco nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, principais polos produtores do país.
Os valores atualmente pagos aos produtores situam-se significativamente abaixo do preço mínimo estabelecido pela política de garantia do governo federal, abrindo espaço para intervenção pública. O preço mínimo definido pela Conab é de R$ 78,51 por saca de 60 quilos, servindo como referência para assegurar a remuneração básica dos agricultores.
Representantes do setor avaliam que o volume anunciado pela Conab é modesto frente à disponibilidade interna, não sendo suficiente para alterar de forma substancial os níveis de preço ou a dinâmica de comercialização. Por fim, no campo, o progresso da colheita avança de forma significativa. Segundo a Conab, até 9 de novembro, 63,7% da área cultivada havia sido colhida.
FARELO DE TRIGO POR REGIÃO (preços a retirar – FOB)
No OESTE DO PARANÁ preços de negócios entre R$ 760/t a R$ 860/t FOB no granel e no ensacado preço médio de R$ 870/t FOB.
No NORTE DO PARANÁ os preços praticados no granel foram entre R$ 780/t a R$ 860/t FOB no granel e no ensacado preço médio de R$ 870/t FOB.
Na região de CURITIBA – PR e Campos Gerais, a cotação ficou em R$ 800/t a R$ 900/t FOB no granel, e no ensacado preço médio de R$ 920/t FOB.
Nos moinhos da grande SÃO PAULO – SP os preços praticados no granel ficaram em torno de R$ 760/t FOB a R$ 860/t FOB diferido, e o ensacado ficou em R$ 870/t FOB.
Nos moinhos do RIO GRANDE DO SUL, os preços em Porto Alegre a granel foram negociados entre R$ 740/t a R$ 840/t FOB. No ensacado, volumes de negócio a R$ 860/t FOB.
Em Caxias do Sul volumes a granel negociados entre R$ 740/t a R$ 840/t FOB. No ensacado, os preços praticados foram em média de R$ 860/t FOB.
Em SANTA CATARINA os preços praticados foram em média R$ 800/t a R$ 880/t FOB, no farelo a granel. Já no ensacado, os preços ficaram em torno dos R$ 910/t.
TABELA ATUALIZADA 12/11

