Do lado industrial, os moinhos operam com capacidade limitada para ampliação de estoques e optam por lotes de melhor qualidade. Já os produtores demonstram resistência em negociar volumes relevantes, avaliando que os atuais níveis de preços não remuneram adequadamente seus custos. As cotações domésticas seguem fortemente condicionadas à paridade de importação. Na Argentina, problemas qualitativos na safra corrente têm redirecionado parte da demanda para o trigo de origem paraguaia, que registra, neste início de 2026, o maior volume embarcado dos últimos seis anos, desempenho atribuído ao padrão superior do grão. Segundo a Secex, o Brasil importou 66,6 mil toneladas de trigo até a segunda semana de fevereiro, volume de apenas 21,2% do total adquirido em fevereiro de 2025.
