Apesar da redução gradual dos estoques, a demanda segue fragilizada, limitando a liquidez e impedindo movimentos mais firmes nas cotações. No Sul, o trigo gaúcho e o produto importado, especialmente o paraguaio, mantêm competitividade em Santa Catarina e no Paraná, e produtores já sinalizam possível migração de área para o milho na próxima safra, diante da menor atratividade econômica do cereal. A valorização do real e o recuo anual das bolsas internacionais, em meio à ampla oferta global, seguem pressionando o mercado doméstico. Segundo a Secex, na primeira semana de fevereiro o Brasil importou 66,6 mil toneladas, volume equivalente a apenas 11,5% do registrado em igual mês do ano anterior.
