No mercado externo, o USDA atualizou os números norte-americanos quanto a venda semanal de grãos para exportação. Segundo o departamento, entre os dias 16 e 22 de junho foram vendidas 140,400 mil toneladas de milho, volume que veio acima da semana anterior, porém que segue 16% abaixo da média de 4 semanas. Os destinos foram o Japão, México, Taiwan, Jamaica e El Salvador.
Os futuros do cereal encerraram a sessão de quarta-feira (28) com uma forte queda de -5,30% para o contrato julho na Bolsa de Chicago, movimento influenciado pelas previsões de condições climáticas favoráveis no país.
O Meio-Oeste dos EUA, importante região produtora, estava sofrendo com déficit hídrico e temperaturas elevadas, o que vinha reduzindo a qualidade das lavouras no campo e atuando como suporte para Chicago. Porém, em novas atualizações é esperado precipitação adicional para a área nas próximas semanas, fator favorável para o desenvolvimento das culturas e que traz alívio para o mercado.
Nessa quinta-feira (29), os futuros do milho dão uma leve “freada” e atuam no campo misto a maior parte do dia, isso pois o Conselho Internacional de Grãos informou um corte de 6 milhões de toneladas em suas estimativas para a produção mundial do milho, que passaram para um volume de 1,211 bilhão de toneladas.
No Brasil, a Conab divulgou o seu acompanhamento semanal das lavouras, apontando que foram colhidas 93,8% da área total do milho verão. Os estados de Goiás, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina já foram finalizados, restando apenas o Rio Grande do Sul com 98% concluído, Piauí com 90%, Bahia 87% e Maranhão 60%.
Para o milho safrinha, a colheita avançou 5,7 pontos percentuais na última semana, indo para 11% do total. Em igual período do ano anterior os trabalhos estavam em 20,4% da área total.