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MINUTO DO CAFÉ: e se o café robusta for o novo destaque?

Frente à possível mudança de consumo para um café mais barato do tipo robusta e ao tamanho da área do Brasil, as oportunidades estão batendo a porta dos cafeicultores brasileiros.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 20/10/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

O arábica continua ladeira abaixo. Na ICE o contrato dezembro (KCZ22) já tem uma queda acumulada de -15,1%, alcançando uma mínima de 188,80 cents/lp! Eu já comentei anteriormente que, as chances de o consumo dessa bebida apresentar uma queda significativa são muito pequenas. Porém, a possibilidade de os consumidores migrarem para marcas mais baratas são altas, levando o mercado a questionar o consumo dos cafés mais “gourmets”.

Nesta quarta-feira (19), a Nestlé adquiriu a marca da Starbucks e justificou a compra com a elevação de sua expectativa de vendas para este ano. Com a valorização dessa commodity no ano, o café é tido como um dos produtos de maior destaque para a multinacional. Entre janeiro e setembro, a empresa lucrou US$ 68,86 bilhões! Esse valor representa um aumento de 9,2% quando comparado com o ano anterior.

No final de julho, eles inauguraram uma nova fábrica de processamento de café no México, com capacidade para processar 670.000 sacas por ano. As dúvidas já estavam rolando naquela época e agora cresceram ainda mais. Com uma unidade tão distante do Vietnã, principal fornecedor do café robusta que é utilizado nos produtos, qual seria a nova origem mais acessível? Claro que o Brasil, grande produtor e tão próximo, estaria no radar.

Frente à possível mudança de consumo para um café mais barato do tipo robusta e ao tamanho da área do Brasil, as oportunidades estão batendo a porta dos cafeicultores brasileiros. Nos últimos anos a diferença de produção entre o robusta e o arábica no país está diminuindo. A questão é que com o aumento da demanda pelo café robusta, possa haver um aumento na sua área de produção. Não acha que o Brasil tem capacidade para se tornar também o maior produtor mundial de robusta?

Devaneios a parte, após a compra da Starbucks e anúncio da Nestlé, o café robusta em Londres contrato janeiro (RCF3) saltou mais de +1,3% após sessões de fortes quedas. Para o arábica o cenário permanece o mesmo com o contrato dezembro NY (KCZ2) encerrando a sessão com desvalorização de -1,99% pressionado pelas chuvas e floradas brasileiras.

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