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MINUTO DO CAFÉ: até o último dia 04, volume das exportações brasileiras já é 66% maior que no mesmo período em 2022

Segundo a Cecafé, até o dia 04 de janeiro foram vendidas 466,937 mil sacas de 60kg.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 05/01/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Os futuros do café arábica encerraram 2022 e iniciaram 2023 no vermelho. O contrato março na Bolsa de Nova York (KCH3) vem acumulando quedas em 5 sessões seguidas, somando -8,15% e encerrando a quinta-feira (05) cotado a 159,83, cents/lp.

A maior desvalorização ocorreu após o dólar subir +2,17% na terça-feira (03). Entretanto, mesmo com a desvalorização nas sessões seguintes, os futuros do café seguiram no vermelho sentindo a pressão dos estoques certificados e liquidações de contratos. Até o último dia 04, os estoques certificados da ICE contavam com 813,152 mil sacas.

Na Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica, a Federação Nacional dos Cafeicultores atualizou nesta quarta-feira (04) os dados de produção e exportação no país. A produção no ano de 2022 somou 11,084 milhões de sacas, apresentando queda de -12% ante ao volume do ano anterior de 12,577 milhões de sacas.

Nas exportações não foi diferente, com as vendas externas do café colombiano caindo para um volume de 11,404 milhões de sacas, queda de -8% ante aos 12,439 milhões de 2021. Com a menor safra desde 2013, a Colômbia também sofreu com os efeitos do La Niña, que trouxe excesso de chuvas para a região. Os números contam como suporte aos preços, mas não impedem maiores quedas visto que o mercado já havia precificado a situação no país.

E por falar em La Niña, o fenômeno também acarretou danos nas lavouras do Brasil. O país na América do Sul é um dos principais focos no momento. Todos estão atentos ao tamanho da safra brasileira de café, a qual pode direcionar os preços para cima ou para baixo.

Como venho comentado, os cafeicultores brasileiros não apostam em uma grande safra, relatando que as floradas foram desuniformes e que os pés ainda estão se recuperando de anos anteriores, contando inclusive com menos fertilizantes em algumas regiões. Essa perspectiva faz com que o movimento no mercado doméstico seja lendo.

Quanto aos preços da saca, divergência entre as principais praças de negociação. Em Guaxupé/MG o café arábica subiu +2,5%, valendo nesta quarta-feira (04) R$1.045,00, já em Patrocínio/MG, vemos desvalorização de -1,0%, com a saca sendo negociada a R$1.040,00.

Com relação as exportações brasileiras deste mês, segundo a Cecafé, até o dia 04 de janeiro foram vendidas 466,937 mil sacas de 60kg, um volume 66% maior que o negociado durante o mesmo período em 2022, negócios que foram incentivados pelo dólar.

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