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MINUTO DO CAFÉ: a competição entre oferta e demanda

Dando suporte aos preços, a redução da oferta desse grão espreita o mercado.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 11/10/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

A semana não iniciou muito positiva para o café e os motivos são bem claros. Nas duas primeiras sessões, os futuros do café arábica em NY recuaram -0,50%, encerrando a terça-feira (11) cotado a US$ 217,85 cents/lp. A maior preocupação gira em torno da demanda por esse produto, que pressiona os preços.

Na Europa, com a preocupação frente ao inverno, a crise econômica está cada vez mais próxima. A Alemanha já está falando em uma redução em 20% do consumo de energia! E falando na Alemanha, o mercado do café está atento para o consumo da bebida naquela região, em especial o Brasil. O país alemão é o segundo maior importador de café brasileiro, totalizando de janeiro até setembro deste ano, um volume de 4.233.452 sacas de 60kg, atrás apenas dos Estados Unidos, maior consumidor mundial do produto.

Nos Estados Unidos, nessa última sexta-feira (07) foi divulgado os dados do Payroll americano para o mês de setembro e, as notícias não são das melhores. O relatório informou números fora do esperado pelo mercado, a taxa de desemprego no país teve uma queda de 2 pontos percentuais, agora em 3,5%. A regra estava clara, quanto pior, melhor! Mas não foi o que aconteceu. Além disso, o salário continua alto fazendo com que o consumo siga o seu ritmo. Tal cenário obriga o FED a ser mais agressivo para as próximas elevações de juros, uma tentativa de controlar a inflação, aumentando o temor de uma desaceleração econômica mundial.

Uma redução de consumo global está batendo a porta, mas talvez o querido café não seja tão afetado. Apesar de ser considerado um produto de luxo, a probabilidade de os amantes de café ficarem sem a bebida é muito pequena. Possivelmente iremos observar apenas a substituição de cafés mais caros e cafeterias, pelo bom e velho cafezinho em casa.

Dando suporte aos preços, a redução da oferta desse grão espreita o mercado. Após a chuva de granizo que atingiu a região Sul de Minas Gerais, maior estado produtor do Brasil, os danos estão sendo sentidos. A Emater anunciou que 13 mil hectares de café arábica foram atingidos, sendo mais de mil cafeicultores que relataram perdas em suas áreas. Alguns cafeicultores alegaram que não há possibilidade de produção para a próxima safra. Ainda no país, as exportações brasileiras até o dia 09 desse mês acumularam 952.678 sacas.

No mercado físico brasileiro as cotações seguem estáveis, período pós eleições, feriado na semana…a comercialização segue um ritmo mais lento. No Sul de Minas a bebida dura 20% de catação era vendida a R$1.280,00 a saca, em Vitória/ES a R$1.260,00 e na Mogiana/SP a R$1.290,00.

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