SUÍNOS/CEPEA: Valor da carne segue em queda e eleva competitividade

A atual média mensal de preço da carne suína já é a menor desde abril de 2024, em termos reais (série deflacionada pelo IPCA de janeiro/26), apontam dados do Cepea. Esse movimento de desvalorização, que seguiu com força em fevereiro, acabou elevando, pelo segundo mês consecutivo, a competitividade da carne suína em relação às concorrentes, bovina e de frango.  De acordo com pesquisadores do Cepea, o ganho de competitividade frente à carne de boi neste mês também é influenciado pelo avanço no preço da carcaça casada bovina; no caso do frango, observa-se desvalorização da proteína, mas em menor intensidade que a registrada para a suína.  Pesquisadores do Cepea ressaltam que o movimento de queda nos preços do suíno vivo, que vem sendo verificado desde o início deste ano, perdeu um pouco de força nesta semana. O principal fundamento desse cenário baixista é a oferta acima da demanda. Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas indicam que já eram esperadas desvalorizações no primeiro bimestre de 2026, em razão do menor poder de compra da população, mas a intensidade da baixa preocupa.

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Rabobank estimou produção de 180 milhões de sacas no ciclo 2026/27

BOI/CEPEA: Arroba se mantém valorizada com oferta limitada e demanda firme

Os preços do boi gordo seguem firmes no mercado brasileiro nesta reta final de fevereiro. O Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ, que reflete a média dos negócios realizados no estado de São Paulo, operou acima dos R$ 330,00 em praticamente todo o mês. Até o dia 24, o Indicador acumulava avanço de 7,1%.  Segundo pesquisadores do Cepea, a baixa oferta de animais prontos para abate e as demandas interna firme e externa elevada – os embarques apresentam desempenho recorde neste começo de ano – são os fatores que mantêm a arroba em valorização. Para a reposição, o valor do bezerro nelore de 8 a 12 meses, negociado em Mato Grosso do Sul, registra alta de 4,56% na parcial de fevereiro (até o dia 24).  Para as próximas semanas, pesquisadores do Cepea indicam que o mercado deve seguir atento ao ritmo das exportações, à entrada de animais de confinamento e ao comportamento da demanda doméstica, com o período pós-carnaval e Quaresma, fatores que podem determinar a continuidade, ou não, do movimento de valorização da arroba. 

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Mato Grosso registra alta nas praças

ALGODÃO/CEPEA: Cotação externa avança, mas desvalorização do dólar pressiona valor no BR

Levantamento do Cepea mostra que os preços do algodão em pluma estão em queda no Brasil, sendo pressionados pela desvalorização do dólar frente ao Real – vale lembrar que o câmbio em queda diminui a atratividade da venda externa, à medida que reduz a paridade de exportação. Assim, nem mesmo os avanços nas cotações externas – devido sobretudo à valorização do petróleo – têm sido suficientes para sustentar os preços domésticos.  Segundo o Cepea, no campo, enquanto agentes brasileiros seguem focados na finalização da semeadura da safra 2025/26, no Hemisfério Norte, produtores começam o planejamento da temporada 2026/27, que, inclusive, deve ser menor que a safra atual.

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CAFÉ/CEPEA: Safra 26/27 é beneficiada por chuvas

O clima ao longo deste mês tem colaborado com o desenvolvimento da safra brasileira de café 2026/27. As precipitações nas áreas de cultivo de arábica têm sido expressivas e benéficas. Nesse cenário, agentes consultados pelo Cepea mantêm expectativas positivas para a atual temporada, que pode ser a primeira desde a safra 2020/21 a superar o patamar de 60 milhões de sacas no Brasil (somando arábica e robusta), o que seria um recorde. Segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), em fevereiro, foram registrados 154,5 milímetros de chuva no município de Marília (região central do estado de São Paulo). Os maiores acumulados ocorreram na Mogiana Paulista, no Cerrado Mineiro e no Sul de Minas. Nas regiões produtoras de robusta, onde a colheita já pode ser iniciada a partir de abril, os volumes de chuvas em fevereiro estão bem inferiores aos observados em janeiro. Ainda assim, vale destacar que, em municípios mais ao norte do Espírito Santo, como Linhares, o excesso de precipitações no fim de janeiro pode ter prejudicado o desenvolvimento da safra em alguns talhões, influenciando o avanço de doenças. Segundo dados do Inmet, em Linhares, choveu apenas 13 milímetros em fevereiro, após um janeiro com acumulado expressivo de 370,6 milímetros. Para os próximos meses, as condições climáticas seguem no radar dos agentes, especialmente em função da fase final de enchimento dos grãos, sobretudo para o arábica.

Governo Trump está trabalhando para elevar tarifa temporária de 10% para 15%, afirma autoridade

O governo dos Estados Unidos está trabalhando para aumentar a nova tarifa global temporária do presidente Donald Trump para 15%, em relação à taxa de 10% publicada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras, disse uma autoridade da Casa Branca nesta terça-feira. A autoridade disse que Trump “não mudou de ideia” sobre seu desejo de uma taxa de 15%, que ele havia anunciado no sábado após emitir uma ordem formal na sexta-feira para uma tarifa de 10%. A tarifa temporária imposta nos termos da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 tem como objetivo substituir as tarifas globais de emergência de Trump, que foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA na sexta-feira. A autoridade da Casa Branca disse que não havia mais detalhes sobre o momento do aumento da tarifa. A alfândega só pode cobrar tarifas com base nas informações publicadas em decretos presidenciais formais ou proclamações.

Brasil avança em negociações com Coreia do Sul para exportar ovos e ampliar mercado para carne suína

Missão do Ministério da Agricultura registra progresso na abertura do mercado sul-coreano para ovos brasileiros e discute ampliação das exportações de carne suína, além de avanços para uva e carne bovina.

Área, rendimento e produção de algodão devem cair na safra 2025/26

Cultura foi impactada pela desvalorização da pluma e aumento dos custos, segundo consultoria

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