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MINUTO DO MILHO: relatório de oferta e demanda do USDA confirma o Brasil como maior exportador mundial do cereal até 2023/24

Segundo o departamento, a produção mundial 2022/23 foi estimada em 1,155 bilhão de toneladas, uma alta de quase 4 milhões!

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 14/09/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Nas últimas semanas, acompanhamos a forte volatilidade dos futuros do milho na Bolsa de Chicago, com o mercado preocupado com o clima quente e seco nos EUA e as reduções nas condições das lavouras.

No aguardo do relatório de oferta e demanda do USDA, essa semana iniciou cautelosa no mercado externo, com muitos negociadores aguardando um novo corte para a produção mundial do cereal. Entretanto, não foi isso que aconteceu, servindo assim para derrubar os futuros do milho.

O novo relatório trouxe aumento na oferta e estoques globais, até mesmo para a safra 2023/24. Segundo o departamento, a produção mundial 2022/23 foi estimada em 1,155 bilhão de toneladas, uma alta de quase 4 milhões! Boa parte desse número veio da produção no Brasil, a qual foi estimada em 137 milhões de toneladas, um acréscimo de 2 milhões ante as estimativas anteriores.

Acompanhando o raciocínio, vemos que as exportações brasileiras devem girar em torno de 57 milhões de toneladas, fazendo do Brasil o maior exportador mundial de milho, ultrapassando os EUA que deverá exportar 42,29 milhões de toneladas.

Para a safra 2023/24 a produção mundial também aumentou, agora estimada em 1,214 bilhão de toneladas após elevação nas estimativas produtivas dos EUA e Ucrânia.

Mesmo com uma produção de 384,42 milhões de toneladas, as exportações norte-americanas foram estimadas em 52,07 milhões, volume abaixo das 55 milhões de toneladas apontadas para as exportações brasileiras.

Ainda falando do USDA, temos atualização das vendas semanais para exportação, que para o milho, entre os dais 01 e 07 de setembro, somaram 753,300 mil toneladas safra 2023/24. Os destinos foram a China, Colômbia, México, Japão e locais não revelados.

Apesar dos números, os futuros do milho voltaram a operar no campo positivo na quarta-feira (13), puxados pelos futuros do trigo e pela desconfiança do mercado ante ao aumento da oferta global.

No Brasil, a Anec elevou suas estimativas para as exportações em setembro, apontando um volume para o milho de 10,69 milhões de toneladas, superando assim o recorde de 9,26 milhões do mês de agosto.

Quanto aos trabalhos no campo, a Deral informou que a colheita do milho safrinha no Paraná chegou a 89% do total, um avanço semanal de 10 pontos percentuais. As classificações dos técnicos foram de 78% das lavouras em condições boas, 21% regulares e 1% ruins.

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