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MINUTO DO MILHO: números do relatório de oferta e demanda do USDA

O destaque vai para a primeira estimativa do USDA para a safra 2023/24.

Tempo de leitura: 3 minutos

| Publicado em 16/05/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Se vocês achavam que a última semana foi movimentada, esperem para ver!

Vamos começar falando sobre a atualização da Balança Comercial preliminar do mês aqui no Brasil. Segundo os dados da Secex, até a 2° semana de maio foram exportadas 76,079 mil toneladas de milho, número que representa apenas 7% do volume exportado nesse mesmo mês em 2022!

O baixíssimo ritmo nas exportações brasileiras pressiona ainda mais os preços da saca de milho no mercado físico, que seguem recuando nas principais praças de negociação.

Apesar dos números, os cancelamentos de compras chinesas do cereal nos Estados Unidos ainda trazem esperança, abrindo a possibilidade de o gigante asiático voltar novamente seus olhos para o milho brasileiro.

Falando nos Estados Unidos, o USDA atualizou que o plantio do milho no país chegou a 65% do total até o dia 14 de maio, um avanço de 14 pontos percentuais ante a semana anterior. O plantio está 6 pontos percentuais a frente da média de 4 anos e 20 pontos percentuais a frente do ano anterior.

Na semana encerrada no dia 11 de maio, as inspeções semanais de grãos para exportação somaram 1,173 milhão de toneladas de milho, finalmente acima do volume inspecionado em igual período do ano anterior de 1,060 milhão.

E antes que eu me esqueça, trago para vocês os dados do relatório de oferta e demanda do USDA para esse mês.

As estimativas do USDA foram otimistas no mês de maio, e os números para a produção mundial do cereal subiram para 1,150 bilhão de toneladas. Os estoques finais também subiram, chegando a 297,41 milhões de toneladas.

Pela primeira vez em meses não houve nenhuma alteração para os dados na Argentina, país que sofreu muitos cortes de produção devido às condições climáticas adversas, e a produção foi mantida em 37 milhões de toneladas.

Para os Estados Unidos a produção foi mantida, mas houve cortes na exportação e aumento nos estoques finais. As exportações caíram para 45,09 milhões de toneladas.

Quanto ao Brasil, o USDA aumentou as estimativas de produção do milho, a qual subiu para 130 milhões de toneladas. As exportações também tiveram acréscimos, indo para 53 milhões de toneladas.

Mas o destaque vai para a primeira estimativa do USDA para a safra 2023/24, onde a produção de milho foi dada como maior que a da safra atual, atingindo um volume de 1,219 bilhões de toneladas. É possível ver que a produção na Argentina deve retomar seu patamar, com uma produção estimada em 54 milhões de toneladas.

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