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MINUTO DO MILHO: exportações brasileiras aquecidas pelos eventos externos

Os EUA, maior produtor mundial de milho, está com dificuldades logísticas causadas pelo baixo nível do Rio Mississippi, seria essa uma oportunidade para as demais origens?

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 17/10/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Uma segunda-feira (17) preguiçosa para os futuros do milho. Em Chicago, sem grandes variações, o contrato dezembro (ZCZ22) continua acumulando pequenas perdas de -0,78%. Na bolsa brasileira o cenário é o mesmo, sem maiores movimentações e atuando de forma negativa. O vencimento novembro estava sendo cotado a R$87,05.

No mercado físico do Brasil, os conflitos externos resultaram na valorização do cereal interno. Em Cascavel/PR a saca saiu de R$76,00 na segunda-feira (10) passada, para R$77,00 hoje. O mesmo aconteceu nas demais praças de negociação, em Assis/SP a saca foi de R$75,00 para R$77,00!

Com os conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, a preocupação com a oferta do milho já afligia o mercado, principalmente após o anúncio de que o atual corredor de grãos não estava favorecendo as exportações russas e com isso não haveria necessidade de continuar em atuação, impactando diretamente nas saídas dos grãos ucranianos. Mais recentemente, outros fatores vêm contribuindo para esse temor. Os EUA, maior produtor mundial de milho, está com dificuldades logísticas causada pelo baixo nível do Rio Mississippi, seria essa uma oportunidade para as demais origens? Ainda no país norte-americano, as inspeções semanais de grãos para exportação somaram 448.423 toneladas e as vendas para a semana até o dia 06 foram de apenas 200.200 toneladas.

Na União Europeia, como já comentado anteriormente, a produção desse grão foi reduzida devidos as condições climáticas adversas, uma séria seca que atingiu a região. E falando em seca, na Argentina o cenário é bem parecido. De acordo com a Bolsa de Comercio de Rosário, o déficit hídrico na região está atrasando o plantio do milho 1° época no país, com mais de 7 pontos percentuais de atraso, ritmo mais lento em seis anos! Porém, as previsões são de uma pequena melhora, que trará chuvas não apenas para a Argentina, mas também para a região central do Brasil, com algum alívio para as chuvas no Sul.

Voltando novamente para o Brasil, entre janeiro e agosto desse ano, as exportações de milho acumularam um volume de 18 milhões de toneladas, um aumento próximo de 80% frente às exportações do mesmo período de 2021. As exportações brasileiras estão aquecidas pelos eventos externos apontados acima, uma oportunidade ótima para expansão.

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