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MINUTO DO CAFÉ: tudo que desce, sobe!

Mesmo com dúvidas rondando a demanda dessa commodity, os futuros do café atuam no campo positivo.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 04/10/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

A semana iniciou bem negativa para os preços do café. Já na segunda-feira (03) as cotações na ICE recuaram e o contrato dezembro (KCZ22) teve uma queda de -2,62%, encerrando a sessão cotado a US$ 215,75 cents/lp. A pressão veio da nova safra brasileira, país com a maior produção mundial de arábica, que teve suas floradas induzidas pelas chuvas regulares nas principais regiões produtoras, contornando o cenário anterior de déficit hídrico. Apesar das chuvas e do número de floradas, as condições climáticas permanecem no radar. Ao final do dia (03), a região Sul de Minas Gerais sofreu com uma forte chuva de granizo. A AF News recebeu vídeos do evento climático e, estamos em contato com cafeicultores da região para estimar os danos nos cafezais.

Ademais, o mercado físico brasileiro teve um início de mês com negociações travadas e preços baixos. Na segunda-feira (03), acompanhamos o dólar derreter e ser negociado a R$ 5,1737, uma queda de -4,09%! Apesar da atual fase de desvalorização dessa moeda no exterior, a eleição de um Congresso brasileiro predominantemente centro direita, diminuiu os temores do mercado sobre o novo governo, reduzindo assim a pressão sobre o real comercial e fazendo essa moeda se posicionar com um dos melhores desempenhos do mercado. No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação, estava sendo negociado a R$ 1.260,00, uma queda de R$ 20,00 por saca! No Espírito Santo, a bebida dura 20% de catação valia R$ 1.222,00, caindo -2,40% ante ao dia anterior.

Ainda sobre o Brasil, o Cecafé liberou os dados de exportação no acumulado do mês de setembro. O volume total foi de 3.299.976 sacas de 60kg, um aumento de +15,2% frente a agosto.

O humor externo continua pressionando os preços! Com a inflação nos EUA e o risco de recessão na Europa, a preocupação está na demanda desse produto. A União Europeia, região contabilizada pelo USDA como o maior consumidor mundial do café, é responsável pelo consumo de mais de 42 milhões de sacas desse grão, logo, os questionamentos começam a aparecer. O consumo do café irá se alterar? Como será o impacto para os consumidores desse produto? Talvez apenas busquem por marcas mais baratas no mercado? De qualquer modo, atenção para os eventos da semana pois na quarta-feira (05) haverá o resultado da balança comercial da Alemanha, importante importador de café e, o payroll dos EUA na sexta-feira (07), cutucando os ativos de risco.

Mesmo com dúvidas rondando a demanda dessa commodity, os futuros do café atuam no campo positivo nesta sessão de terça-feira (04). Conforme as informações da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC), a Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica, teve uma produção no mês de setembro de apenas 834.000 sacas de 60kg, ou seja, uma queda de 31% frente ao volume do ano anterior.

Apoiado na menor oferta do grão colombiano, o contrato dezembro NY (KCZ22), encerra a sessão com valorização de +1,02%, cotado a US$ 218,15 cents/lp.

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