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MINUTO DO CAFÉ: testando a preferência do consumidor sobre esse “produto de luxo”

A perspectiva da queda do consumo na União Europeia alertou para novas preocupações com a demanda.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 06/10/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Como não é nenhuma novidade para os futuros do café, a semana está sendo caracterizada por forte volatilidade aos preços. Na terça-feira (04), a Federação Nacional dos Cafeicultores informou que a Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica, teve uma nova queda na sua produção de café, podendo atingir o menor volume em 8 anos. Com condições climáticas negativas na região, estimuladas pelo fenômeno do La Niña, as plantações foram afetadas, levando a uma estimativa produtiva de apenas 12 milhões de sacas para a safra 2022/23. O país espera finalizar o ano com um total de 11,5 milhões de sacas embarcadas, uma queda de -8% frente ao volume de 2021.

No Brasil, preocupação com a oferta. Após a forte chuva de granizo ocorrida nessa terça-feira (04) que atingiu a região Sul de Minas Gerais, o mercado permanece atento para o relatório dos danos. Após as floradas serem um sinal positivo, induzidas pelas chuvas, as incertezas ainda rondam os cafezais. Após um ano com produtividade abaixo do esperado, os produtores se preocupam, principalmente por ter sido um ano de bienalidade positiva para o café, que deveria ser caracterizada por uma safra recorde. O IBGE já reduziu as expectativas de produção para 52,2 milhões de sacas, bem abaixo dos 64,3 milhões estimados pelo USDA.

Para as sessões dos dias 04 e 05, o contrato dezembro NY (KCZ22) acumulou um ganho de +3,98%, fechando cotado a US$ 224,65 cents/lp. Já no mercado físico brasileiro não foi bem assim. Esse início de mês está sendo bem difícil para os preços. Com a queda do dólar, as tentativas de recuperação foram freadas. No Sul de Minas a bebida boa estava sendo vendida por R$1.320 a saca.

Após a atualização da Eurostat, os futuros do café desabaram lá na ICE. A questão é que o preço desse produto na União Europeia, teve uma alta de +16,9% frente ao mesmo mês de agosto do ano anterior. A EU é responsável pelo maior consumo de café no mundo, cerca de 42 milhões de sacas, segundo os dados do USDA. A perspectiva da queda do consumo naquela região, alertou para novas preocupações com a demanda. Como será que o consumidor do querido café irá se comportar?

Hoje (06), o contrato dezembro NY (KCZ22) teve forte queda de -3,09%, finalizando a sessão cotado a US$ 217,7 cents/lp.

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