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MINUTO DO CAFÉ: safra brasileira segue ditando os movimentos para as cotações do café

Mesmo após o relatório vindo do segundo maior produtor mundial de café arábica, os futuros do café seguem em queda na Bolsa de Nova York de olho na grande safra do Brasil, com o contrato setembro (KCU3) variando -0,31% nessa manhã de quarta-feira (09).

Tempo de leitura: 3 minutos

| Publicado em 09/08/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Nessa quarta-feira (09) vamos começar falando um pouco sobre os acontecimentos no mercado externo. A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC), atualizou hoje os números finais para as exportações de café colombianas.

Durante o último mês de julho, o país exportou um total de 846 mil sacas de 60kg, apontando assim um recuo de -17% nas exportações ante ao mesmo período do ano anterior. Tal ocorrência é resultado da queda na produção do café naquele país, que vem sofrendo por um longo tempo com condições climáticas adversas devido ao fenômeno do La Niña, responsável pelo excesso de chuvas para as principais regiões produtoras nos últimos anos. A produção nesse mês foi de 947 mil sacas de 60 kg.

Para visualizar melhor os danos causados pelo La Niña, precisamos comparar os volumes produzidos nos últimos 12 meses. Nesse ano de 2023, o acumulado é de apenas 10,680 milhões de sacas, enquanto em 2022 o número chegou a 12,023 milhões de sacas! A diferença produtiva foi de -11%.

Mesmo após o relatório vindo do segundo maior produtor mundial de café arábica, os futuros do café seguem em queda na Bolsa de Nova York de olho na grande safra do Brasil, com o contrato setembro (KCU3) variando -0,31% nessa manhã de quarta-feira (09) após encerrar o dia de ontem (08) variando -1,59% e cotado a 161,35 cents/lp.

Indo para o Brasil, temos a atualização da Balança Comercial preliminar do mês, com números disponibilizados pela Secex. Durante a 1° semana de agosto (4 dias úteis) foram exportadas 33,497 mil toneladas de café não torrado, representando cerca de 24% do volume total exportado em todo esse mês de 2022.

Com o final do ano se aproximando, é esperado que as exportações acerem o seu ritmo a partir desse mês, podendo atingir novos recordes mensais quando comparado com o ano anterior.

Para o campo, a Cooxupé informou nessa manhã de quarta-feira (09) que a colheita do café em suas áreas de atuação alcançou 74,87% do total, estando 3,18 pontos percentuais a frente dos trabalhos que ocorriam nesse mesmo período de 2022.

Os destaques vão para São Paulo com 84,87% de sua área colhida, Mata de Minas com 82%, sul de Minas Gerais com 78,68% e Cerrado Mineiro 66,72%.

Falando especificamente do café tipo Robusta, o Cepea informou que a colheita do grão chegou a 95% do total no estado do Espírito Santo, tendo os trabalhos já finalizados em Rondônia. Para o café arábica, o Cepea também apontou que os trabalhos no geral chegaram a 85% em Mata de Minas, 82% na Mogiana, 75% no Sul de Minas, 70% no cerrado mineiro, 60% em São Paulo e 60% no Noroeste do Paraná.

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