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MINUTO DO CAFÉ: preocupação com a oferta é reforçada por condições climáticas no Brasil

As recentes chuvas no país entram no radar pois atrapalham os trabalhos no campo em importante momento de tratos culturais, e potencializam a propagação da ferrugem do café.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 07/02/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Após encerrar a sessão de sexta-feira (03) no vermelho, os futuros do café arábica em Nova York iniciam a semana recuperando os pontos perdidos, e vemos o contrato março (KCH3) valorizar +2,05% nesta segunda-feira (06).

Um dos suportes veio o anúncio do Fed sobre o aumento da taxa de inflação dos EUA em 25 pontos bases, em par com o esperado pelo mercado. Tal notícia trouxe alívio para o café, uma commodity muito influenciada pelo cenário macroeconômico, em especial pois o país norte-americano é o maior consumidor mundial do produto.

Aos poucos o mercado vem sentindo que o consumo do café não apresenta indícios de redução, mesmo ante a uma possível recessão econômica, e pelo contrário, pode apresentar aumento em regiões importantes como os EUA, União Europeia e China.

A possibilidade de uma oferta reduzida de café no Brasil também assombra os operadores. As recentes chuvas no país entram no radar pois atrapalham os trabalhos no campo em importante momento de tratos culturais, e potencializam a propagação da ferrugem do café.

A ferrugem do café (Hemileia vastatrix) é uma doença causada por fungo que causa a queda precoce de folhas e afeta a produção de frutos do ano seguinte, trazendo prejuízos ainda maiores em anos de alta produção. No momento, a maior preocupação com a doença vem do período de estiagem pelo qual as regiões produtoras sofreram, pois essa condição potencializa os danos  infligidos pela ferrugem.

Quanto as exportações, segundo os dados da Cecafé, até o dia 06/02 foram emitidos certificados de origem para 431,953 mil sacas de 60kg, volume cerca de 30% menor que em igual período de 2022.

No mercado físico brasileiro, a saca teve desvalorização na maioria das praças de negociação. No Paraná os preços de café arábica recuaram -0,5% e em Minas Gerais -1,4%, já no indicador Esalq teve valorização de +3,2%, indo para R$1.114,33.

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