Acesse

MINUTO DO CAFÉ: futuros do café caem forte em Nova York e exportações são positivas no Brasil

Apesar dos dados do Payroll norte-americano terem indicado uma alta mensal nos salários pagos de apenas 0,3% (abaixo do esperado pelo mercado), as cotações do café não reagiram.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 10/01/2023 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

A semana começa com atualização da Balança Comercial no Brasil. Os dados da Secex foram liberados nesta segunda-feira (09) pelo Ministério da Economia, e contam os números da 1° semana de janeiro.

Para o café não torrado, o volume exportado foi de 47,769 mil toneladas, o que corresponde a 27% de todo o volume exportado em janeiro de 2022. Segundo os dados da Cecafé, até o dia 09 foram embarcados um total de 865,653 mil sacas de 60kg, sendo 754,368 mil do café tipo arábica, 13 mil do café tipo conilon e 98,284 mil de café solúvel.

Também nesta semana, o Cepea comentou a respeito da safra 2023/24, alegando que o clima quente e úmido realmente proporcionou uma boa florada, mas que muitas plantas não estão em boas condições, apresentando até mesmo abortamentos ao final de 2022. Em conjunto com os comentários feitos pelos cafeicultores consultados pela AF News, alegando floradas irregulares e danos significativos no campo devido às chuvas de granizo ao Sul de Minas Gerais, podemos imaginar que a produção não será como o esperado.

Dentro deste cenário, vemos pouca coisa sendo negociada no mercado doméstico, com os produtores firmes em suas decisões de segurar o grão no aguardo de preços mais elevados. Nesta segunda-feira o indicador da Esalq teve um recuo diário de -2,0%, encerrando o dia cotado a R$1.002,85.

Lá fora, os estoques de café certificados na ICE subiram 6,386 mil sacas no dia 09, totalizando um volume de 836,658 mil sacas de 60kg.

Para os futuros do café arábica em Nova York, o aumento dos estoques certificados e o cenário macroeconômico mundial caem como um banho de água fria. O contrato março encerra esta terça-feira (10) caindo pela 8° sessão consecutiva e cotado a 149,48 cents/lp, uma desvalorização acumulada de -14,7%.

Apesar dos dados do Payroll norte-americano terem indicado uma alta mensal nos salários pagos de apenas 0,3% (abaixo dos 0,4% esperados), e trazido alívio para os investidos esperando que agora o Fed seja menos agressivo, as cotações do café não reagiram. Eu diria que o mercado ainda segue receoso com qual rumo será tomado para a política monetária daquele país, que é o maior consumidor mundial de café.

Com isso, as cotações devem seguir pressionadas até maiores novidades, seja na oferta ou na demanda, dando continuação à volatilidade do nosso querido café.

TAGS:

Acesse todos os nossos conteúdos

Publicidade

Publicidade

Seja um assinante e aproveite.

Últimas notícias

plugins premium WordPress

Acesse a sua conta

Ainda não é assinante?