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MINUTO DO CAFÉ: está na hora dos futuros do café pisarem no freio!

Todos sabemos que essa commodity aguentou bem durante a pandemia da covid-19 então, o que mudou desta vez?

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 25/10/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

É isso mesmo, os futuros do café arábica caíram para uma mínima de 15 meses! Para quem estava acompanhando a alta para mais de 200 cents/lp, essa reversão nas cotações preocupa. Nesta terça-feira (25), o contrato dezembro na ICE (KCZ2) acumula uma queda de 10 sessões seguidas, somando -18,2% cotado a 184,20 cents/lp.

As tensões macroeconômicas e geopolíticas ao redor do globo estão impactando negativamente nos ativos de risco, em especial o café e o algodão. Com o aumento nas taxas de juros americana e a crise energética na Europa, a pressão sobre a ideia de uma redução no consumo mundial do café está cada vez maior.

Todos sabemos que essa commodity aguentou bem durante a pandemia da covid-19 então, o que mudou desta vez? Essa é exatamente a questão, acabamos de passar por uma pandemia e nem todos estão recuperados dos danos, assim, o temor de uma recessão econômica e as tensões entre a Rússia e a Ucrânia tornam-se um “a mais” que acumula forte pressão em feridas já existentes.

Outro fator de pressão aos preços está nas chuvas registradas no Brasil, maior produtor mundial de arábica, que está favorecendo as floradas e produção cafeeira. O USDA estima uma produção brasileira de café arábica de 41,5 milhões de sacas, uma oferta farta que justificaria o movimento dos preços. Entretanto, tenho conversado com alguns cafeicultores e a realidade não parece ser essa. Ainda veremos revisões de safra pela frente.

Nesta segunda-feira (24), o Ministério da Economia atualizou os dados das exportações brasileiras para as 3 primeiras semanas do mês, com o café apresentando uma redução de -46 mil toneladas. Os estoques de café certificados na ICE tiveram uma nova redução, com um volume atual de 390 mil sacas, atuando como suporte aos preços.

No mercado físico do Brasil, os preços das sacas seguem em queda. Na sexta-feira (21), a bebida “dura” ,bica corrida, 20% catação valia R$1.000,00 em Vitória e a bebida tipo 6 valia R$1.058,00 em Minas Gerais.

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