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MINUTO DO CAFÉ: dia de atualização da Balança Comercial Mensal

A exportação de café não torrado superou o mesmo mês do ano anterior em volume e valor acumulado.

Tempo de leitura: 2 minutos

| Publicado em 01/12/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

As sessões de terça e quarta-feira (29 e 30) foram positivas para os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York. O contrato março (KCH3) acumulou uma alta de +4,30% alcançado uma máxima de 170,65 cents/lp.

O suporte veio dos fundamentos e do cenário macroeconômico. Do lado macro, na última quarta-feira (30), durante o relatório da situação econômica nos Estados Unidos, o Fed comentou sobre a possibilidade de redução no ritmo de alta de juros, passando de 0,75 para 0,5. Tal perspectiva serviu de suporte para a alta da maioria das bolsas ao redor do globo e trouxe um certo alívio para as estimativas de consumo do nosso querido café naquele país. Neste dia, o dólar atuou em queda de -1,60%.

No Brasil, maior produtor mundial de café, preocupação com a oferta. Sabemos que o mercado vem precificando uma grande produção para a safra 2022/23, justificando as quedas nos preços. Entretanto, após chuvas de granizo ao Sul de Minas Gerais e previsões de chuvas abaixo do normal para os próximos dias, a situação começa a “apertar”. Além de conversas sobre a má distribuição das floradas nos cafezais, também observei que o movimento no mercado físico está lento e quase parando. O cafeicultor pretende segurar o seu grão pois alega que será uma safra menor que o previsto e consequente retomada dos preços.

No último dia de novembro, o preço da saca de café arábica teve valorização na maior parte das praças de comercialização. Na Bahia valorizou +1,4% valendo R$986,00, em Guaxupé/MG a alta foi de +2,1% levando a saca para R$990,00 e em Franca/SP vemos os preços se mantendo em R$1020,00. O indicador da Esalq teve valorização semanal de +2,9%.

Para o primeiro dia de dezembro, houve atualização da Balança Comercial do mês. A exportação de café não torrado superou o mesmo mês do ano anterior em volume e valor acumulado. O volume exportado foi de 216,443 mil toneladas, acumulando US$884,792 mil.

Até o dia 29 do mês, as atualizações da Cecafé informam que as exportações de arábica somaram 3,037 milhões de sacas, de conilon foram 87,651 mil saca e solúvel 254,348 mil, apresentando redução no volume exportado em comparação com 2021 apenas para o conilon.

Apesar dos fatores altistas, os futuros do arábica devolvem os ganhos nesta sessão de quinta-feira (01) com queda de -2,44% para o contrato março, encerrando cotado a 165,75 cents/lp e acentuando a volatilidade da commodity. A pressão veio das exportações brasileiras e do freio na queda do dólar.

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