MINUTO DA SOJA: produtores brasileiros estão de olho no mercado externo

Trades comentam que a China não havia comprado soja o suficiente e agora, com os atrasos nos embarques dos EUA devido ao baixo nível do Rio Mississippi, a situação está gradativamente pior.

Tempo de leitura: 3 minutos

| Publicado em 20/10/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Apoiado nas altas do farelo e do óleo de soja, os futuros da oleaginosa operam no campo positivo nas sessões de quarta e quinta-feira (19 e 20). Até o momento, o contrato novembro na CBOT (ZSX22) já atingiu uma máxima de US$ 13,827 por bushel. Com a redução dos estoques de soja na China e boa margem para a suinocultura, o farelo de soja no país usado para ração animal está ficando escasso. Trades comentam que a China não havia comprado soja o suficiente e agora, com os atrasos nos embarques dos EUA devido ao baixo nível do Rio Mississippi, a situação está gradativamente pior.

No país norte-americano, até o dia 16, a colheita do grão deu um salto atingindo 63% do total. Entretanto, as exportações estão bem abaixo do esperado. Entre os dias 07 e 13, as vendas somaram 2,335 milhões de toneladas, em sua maioria para a China. Quanto as inspeções semanais dos grãos, foram de 1,882 milhão de toneladas até o dia 17, ainda bem abaixo do volume de 2,414 milhões do ano anterior. Com o baixo nível do rio Rio Mississippi, as barcaças reduziram o ritmo para os terminais de exportação, levantando este cenário logístico negativo para a soja americana.

Para o Brasil, notícias boas. Com expectativa de uma safra recorde com volume de 152 milhões de toneladas e o cenário externo acima mencionado, a Conab estima um aumento nas exportações da oleaginosa em até +22%, alcançando 95,87 milhões de toneladas. Eu diria que as cartas estão a favor do produtor brasileiro e da valorização dessa commodity.

Pensando nisso, as negociações no mercado físico seguem em ritmo mais lento, o produtor não está tão animado para comercializar o seu grão por enquanto. Em Assis/SP, a saca caiu para R$168,00, assim como em Uberlândia/MG que foi para R$169,00. Em Santa Catarina, as praças também tiveram queda nos preços, com Chapecó chegando a cair R$4, levando a saca a valer R$171,00.

O plantio está avançando bem e já alcança 20,7% da área total. Os estados do Mato Grosso e do Paraná continuam a frente nos trabalhos, com 40% e 36% de suas áreas semeadas, sucessivamente. Mais ao centro do país, o ritmo ainda é lento pela falta de chuvas na região. E falando em chuvas, o La Niña permanece no radar mantendo os olhos do mercado e dos produtores bem abertos. Para a semana que vem, as previsões são de melhora do cenário climático para a América do Sul.

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