MINUTO DA SOJA: mesmo com o relatório de Oferta & Demanda do USDA, futuros da soja seguem lateralizados

Os estoques globais subiram para 102,17 milhões de toneladas enquanto a produção caiu para 390,53 milhões.

Tempo de leitura: 3 minutos

| Publicado em 10/11/2022 por:

Engenheira Agrônoma | Analista de mercado

Nesta última quarta-feira (09), tivemos duas atualizações importantes para as commodities agrícolas: dados da CONAB e relatório de oferta e demanda do USDA.

Pela manhã, a Conab liberou o seu levantamento para a safra 2022/23 de soja brasileira e, houve algumas alterações. A área plantada e a produção aumentaram para 43,24 milhões de hectares e 153,54 milhões de toneladas, sucessivamente. Entretanto, a produtividade foi reduzida para 3.551 kg por hectare. O consumo doméstico subiu para 96,45 milhões de toneladas junto com as importações que foram para 55,32 milhões de toneladas. Os estoques finais apresentaram uma queda significativa para 5.189 toneladas.

Na parte da tarde, o tão aguardado relatório do USDA que, apesar de liberado, não trouxe muitas novidades para o mercado ou maiores direcionamentos para os preços. Os estoques globais subiram para 102,17 milhões de toneladas enquanto a produção caiu para 390,53 milhões de toneladas. Na Argentina, como já era esperado devido aos efeitos do La Ninã no país, a produção e os estoques finais caíram para 49,5 e 24 milhões de toneladas sucessivamente, havendo assim aumento nas exportações para 7,2 milhões de toneladas.

Para o Brasil, a revisão foi apenas para os estoques finais que, tiveram redução para 31,24 milhões de toneladas. Nos EUA, as alterações vieram para a produção e estoques finais, os quais aumentaram, sucessivamente, para 118,27 e 5,99 milhões de toneladas. Ainda no último dia 09, o USDA anunciou as vendas norte-americanas de 462 mil toneladas, sendo cerca de 264 mil para a China.

Com o retorno de algumas chuvas para a região do Mississippi e a China com seus estoques cada vez mais baixos, a oleaginosa americana volta a ser atrativa para importação.

Voltando para a Argentina, o Ministério da Agricultura relatou que as vendas até a última semana somaram 71,7% da safra 2021/22, abaixo do volume negociado na temporada anterior. Porém, o que está chamando a atenção do mercado são as discussões em torno da volta do “soy dollar” no país que, caso confirmado, vai impactar diretamente nas exportações de soja para a China e margens de esmagamento local.

Na bolsa de Chicago, os futuros da soja contrato janeiro (ZSF3) encerraram a sessão de quarta-feira (09) com leve valorização de +0,31%, cotado a US$ 14,51 por bushel. Nesta quinta-feira (10) os preços andam lateralizados indicando pequenos recuos de até 0,45%.

Para consultar o levantamento da CONAB para as commodities do TRIGO, MILHO e ALGODÃO, confira os boletins diários no site da AF News.

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