Plano Safra: Ministério da Agricultura e Pecuária mantém o mesmo valor que ano passado, mas ajusta a taxa dos juros, investimento é de 225,5 bilhões no setor

  • 25/06/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Plano Safra

Foi anunciado na última terça-feira dia 18/06 pelo Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o lançamento do Plano Safra 2019/20 que prevê a liberação de 225,59 bilhões de reais para uso na agricultura na próxima safra...

O dinheiro, que é disponibilizado pelo Tesouro Direto da União para o custeio das operações no campo, será dividido da seguinte forma: 31 bilhões para a Agricultura Familiar (pequeno produtor), que não teve aumento de verba e R$ 191,5 bilhões para o Agronegócio, divididos entre o médio e grande produtor. Destes os médios produtores tiveram um aumento de 32% nas verbas de custeio e investimento, totalizando R$ 26,49 bilhões.

O restante do crédito do Plano Safra será destinado ao apoio à comercialização 1,8 bilhões de reais e R$ 1 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio Seguro Rural (PSR), mais que o dobro do ano passado.

De acordo com a Ministra do Mapa Tereza Cristina, o Plano Safra manteve o mesmo valor que o ano anterior por conta da estimativa da Safra 2019/20 que tem tudo para ser uma colheita recorde, visto que nos últimos dados divulgados pela Conab a colheita estimada será de 238,9 milhões de toneladas.

O volume total de verba não teve mudança de 2018 para 2019, já os juros sofreram ajustes. O pequeno produtor rural passará a pagar mais caro pelo crédito, pois a taxa de juros saltou de 2,5% ao ano para 3% a.a. A taxa do médio produtor não foi ajustada e continua em 6% a.a. E, os juros do grande produtor saiu dos 7% para 8% ao ano.

Para os especialistas da economia os juros voltados ao agronegócio estão plausíveis, embora a Taxa Selic tenha reduzido de 6,5% a.a. para 6% ao ano na semana passada e ainda tenha a expectativa de baixar para 5,15% de juros anual até o final de 2019. Porém, o ajuste da taxa para agricultura familiar deixou muita gente inconformada.

Para o secretário de política agrícola Toninho Rovares da Contag – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, o ajuste dificulta o desenvolvimento da Agricultura Familiar, visto que o pequeno produtor pega pouco dinheiro do crédito rural e a média fica entre 2 mil a 10 mil reais, um valor bem menor de capital se comparado aos médios e grandes produtores. Desta forma, sua visão é de que o aumento não se justifica para os pequenos, que sempre enfrenta muitos problemas financeiros e tecnológicos no campo.

Apesar dos juros, os agricultores familiares foram beneficiados pela primeira vez com verbas para construção ou reforma de moradia no campo, serão 500 milhões de reais para 10 mil casas.

Entre as outras opções em que o financiamento com o crédito rural poderá ser utilizado estão algumas medidas de melhoria de acesso ao capital, aumento da oferta de crédito e redução dos custos financeiros por meio de medidas provisórias como o CPR (Cédula de Produto Rural) em dólar, o Fundo de Aval Fraterno, Patrimônio de Afetação e equalização dos juros para os cerealistas.

Essas medidas auxiliam na oferta de recursos para os produtores rurais via banco privado ou via Tesouro Direto, bem como na alienação de imóveis rurais de forma parcial como garantia de financiamentos, no auxílio a negociação de dívidas atrasadas e na equalização de juros a empresas cerealistas, facilitando a construção de silos e armazéns por meio do PCA – Programa para Construção e Ampliação de Armazéns.

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