Conjuntura: excesso de chuvas reflete nas janelas do soja e prejudica plantio do milho nos EUA; trigo teve comportamento bem distinto

  • 17/06/2019
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  • Categoria(s): Mercado de Grãos |

Semanalmente, a equipe AF News apura informações conjunturais do mercado nacional e internacional da safra atual dos principais grãos ( Milho, Soja e Trigo). Hoje, vamos mostrar que o menor patamar nos preços dos derivados de soja, nos EUA, estava atrelado aos estoques elevados. Segundo o relatório de inspeção e exportação do USDA, os embarques de soja dos Estados Unidos somaram 34,22 milhões de toneladas (de setembro/18 até maio/19), 26,9% menores que o embarcado no mesmo período da temporada anterior. Também vamos falar das chuvaradas em solo americano, que prejudicam o plantio de milho. E ainda, sobre a cultura do Trigo, as oscilações de preços no mercado nacional no mês de maio e o avanço da valorização nos EUA. 

MILHO

O excesso da água que cai do céu (chuvas) no cinturão produtor dos Estados Unidos prejudicou o plantio do milho, o que acabou reduzindo de maneira drástica a área plantada, em relação ao previsto inicialmente. Mas, agora, os americanos estão tendo que lidar com outro problema: a previsão de mais precipitações, que coloca em risco o bom desenvolvimento das plantas.

O reflexo dessa chuvarada toda pode ser visto no preço. Segundo analistas do mercado internacional, o milho, assim como a soja, deu um saltou em valorização na madrugada desta segunda-feira, em meio a previsões de mais chuvas nas regiões produtoras dos Estados Unidos.
Os ganhos nos preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT), puderam ser notados logo nas primeiras horas do dia. As principais cotações registravam valorizações entre 7,00 e 8,25 pontos por volta das nove da manhã, pelo horário de Brasília.

SOJA

A janela climática que favoreceu o plantio de soja no cinturão produtor norte-americano já chegou ao fim. Com o retorno das chuvas excessivas, os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago ganharam força.

O USDA fala de uma projeção de 34,2 milhões de hectares. Se houver uma mudança, não deve passar de 35 milhões. Os agrometeorologistas estão otimistas: estima-se uma produção americana de soja entre 110 milhões e 115 milhões de toneladas. Eles não enxergam no soja um viés tão negativo quanto no milho, que se avançar plantando em julho poderá ter problemas.

De acordo com USDA, o plantio da soja na semana passada subiu de 39% para 60% da área reservada para a cultura. Nessa mesma época no ano passado, as máquinas já haviam percorrido 92% da área. A média das últimas safras é de 88%.

O foco continuará no panorama climático sobre o cinturão produtor dos EUA para a finalização dos trabalhos de plantio e desenvolvimento inicial da nova safra norte-americana.
O tamanho da área final de soja ainda é uma incógnita para quem acompanha as nuances do mercado. Apenas o relatório de área do USDA, que será divulgado no próximo dia 28, deverá trazer maior clareza com relação ao verdadeiro tamanho da área da nova safra dos EUA e seus respectivos impactos.

TRIGO

De acordo com USDA, exportadores dos Estados Unidos já venderam 47,6 mil toneladas da safra 2019/20, iniciada em 1º de junho, incluindo os descontos de cancelamentos, até a semana encerrada em 6 de junho. O total apurado em vendas, na semana anterior, foi de 501,9 mil toneladas do ciclo 2019/20.

Em maio, os preços externo e interno do trigo apresentaram comportamentos bem distintos, é o que diz o Centro de Pesquisas Econômicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (CEPEA/ESALQ).

Enquanto no mercado internacional os valores avançaram, no Brasil, oscilaram, influenciados pela cautela quanto às novas aquisições do produto no país, já que agentes aguardavam um momento mais favorável para negociações – muitos indicaram que as vendas de farinhas enfraqueceram.

Em contrapartida, as cotações subiram nos Estados Unidos e na Argentina. O dólar também se valorizou, chegando a operar acima dos R$ 4,00 em maio – a média do mês foi de R$ 3,995. Nos EUA, o impulso veio do clima desfavorável às lavouras de primavera – a possibilidade de a umidade seguir elevada em áreas produtoras do país pode resultar em novos atrasos na implantação do cereal.

O contrato Julho/19 do Soft Red Winter, negociado na Bolsa de Chicago (CME Group), subiu 2,4% entre abril e maio, com média de US$ 4,6166/bushel (US$ 169,63/t) no último mês. Na Bolsa de Kansas, o trigo Hard Winter se valorizou 0,4%, a US$ 4,2193/bushel (US$ 155,03/t) em maio, destacou o relatório.

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