Abiove confirma retração em 18,5% nos embarques do complexo soja para safra atual

  • 14/06/2019
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  • Categoria(s): Mercado de soja |

A tendência do mercado chinês em manter o  ritmo lento na importação da soja brasileira, em um cenário, cuja a oferta global se apresenta confortável, levou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) a reconsiderar suas estimativas frente às exportações do grão para atual safra.

De acordo com a entidade, o novo ajuste estima que a colheita nacional chegará a 117,6 milhões de toneladas nesta safra 2018/19 - o equivalente a 4,5% menos que o total da safra 2017/18. A retração deriva, sobretudo, na pior das expectativas dos embarques para a China.

Desaceleração China

A China é responsável por quase 60% das importações mundiais do grão. O país asiático registra desaceleração do crescimento de sua economia e sofre com um grave surto de peste suína africana. Os reflexos imediatos provocados reduziram a demanda para a produção de ração animal.

Segundo o USDA, as importações totais da China devem cair para 88 milhões de toneladas na safra internacional 2018/19, que terminará em agosto, ante 94,1 milhões de toneladas no ciclo 2017/18. As importações globais na atual temporada estão estimadas pelo USDA em 151,2 milhões de toneladas, o que corresponde a dois milhões de toneladas a menos que na safra passada.

Em entrevista ao portal AF News, o economista-chefe da Abiove, Daniel Furlan Amaral, comenta que as exportações de soja em grão de 2018 representaram um recorde histórico, já que a indústria e as empresas exportadoras souberam aproveitar uma janela de oportunidade em função da quebra de safra na Argentina, do crescimento do mercado consumidor chinês e também da guerra comercial entre a China e Estados Unidos, a qual abriu ainda mais o mercado para o produto brasileiro.

"Em 2019, as exportações continuam fortes considerando a média histórica, porém em ritmo menor relativamente ao ano anterior em razão da maior safra da Argentina e da redução da demanda chinesa devido à gripe suína africana que atinge os rebanhos locais", acrescentou o economista.

 Embarques Farelo e óleo

A previsão é de que o Brasil embarque cerca de 68,1 milhões de toneladas destinados à exportação. A produção de farelo de soja deve chegar a 32,6 milhões de toneladas. O consumo doméstico deve oscilar na casa dos 16,3 milhões de toneladas e a exportação em 16,2 milhões.

CONFIRA AQUI A TABELA DE EXPORTAÇÕES DO COMPLEXO SOJA (*até maio)

Para a Abiove, a ampliação do mercado externo para o produto industrializado é algo urgente e necessário. Isto porque existe uma capacidade ociosa de esmagamento de 20 milhões de toneladas de soja no parque industrial brasileiro.

Atualmente, 65 países são compradores em potencial do farelo de soja e do grão brasileiro. As indústrias de processamento instaladas em 75 cidades do país representam um investimento acumulado de R$ 35 bilhões.

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