Gargalo logístico: refletindo sobre o transporte da produção do agro brasileiro

  • 13/06/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Uniclear logistics

Você, produtor rural, que investe na criação de gado de corte ou que aduba a terra, semeia, reza para que a colheita seja farta, colhe, carrega, comercializa os grãos e, de quebra, faz o transporte. Quantas vezes  já se flagrou pensando na rentabilidade do escoamento da safra ou do transporte da carne para o frigorífico, se o Brasil tivesse uma estrutura modal mais eficiente? Afinal, o país tem mais de um milhão e 700 mil quilômetros de estradas, ferrovias e hidrovias e toda essa malha é utilizada para levar os produtos ao consumidor. 

Em um país de grandeza territorial como o Brasil, a economia com a logística de transporte pode vir a representar um grande diferencial de sustentabilidade para o agronegócio, especialmente para a cultura da soja.

Isto porque em áreas que se encontram distantes do modal portuário, com articulações de trechos rodoviários em condições bastante precárias que, em geral, implicam em fretes mais caros do que eventualmente os praticados em ferrovias e/ou hidrovias, o impacto econômico poderia ser ainda maior.

Modal

Um artigo publicado pela Embrapa traz o panorama sobre esse gargalo logístico e aponta que o modal mais utilizado no Brasil é o rodoviário (67%), muito mais caro que o ferroviário e, mais ainda, que o hidroviário. 

O papel do modal rodoviário deveria ser o de atuar nas “pontas”, levando os produtos aos terminais ferroviários e/ou hidroviários, que respondem por apenas 28% e 5%, respectivamente, do total da soja transportada no país.

Ao fazer um paralelo com os EUA, percebe-se o inverso. Os americanos transportam 61% da sua produção por hidrovias e apenas 23% é transportada por rodovias.

Quanto à Argentina, embora o transporte rodoviário seja responsável por cerca de 80% do escoamento da soja, as distâncias percorridas são relativamente pequenas (250 a 300 km) quando comparadas às do Brasil (900 a 1.000 km).

Lições de casa

Há que se dizer, no entanto, que o Brasil precisa fazer algumas lições de casa para evitar aquilo que, recorrentemente, os mais pessimistas chamam de “apagão logístico”. Embora, já tramitam pela pasta boas soluções em curso, que envolvem projetos de infraestrutura logística, beneficiando tanto o transporte quanto o armazenamento de grãos.

É importante dar um basta aos profetas das “catástrofes” e dar mais crédito à força do povo brasileiro, nas soluções que vêm sendo propostas, e sobretudo, refletir sobre uma série de novos corredores de transporte que estão se consolidando no país, os quais deverão contribuir com uma clara reorientação da matriz de transportes – mesmo que seja predominantemente rodoviária.

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