Panificação: Pão francês é o carro chefe do setor; segmento espera manter faturamento aquecido em 2019

  • 12/06/2019
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  • Categoria(s): Derivados de Trigo |

Sabe aquele velho hábito dos brasileiros - especialmente dos que levam a vida de um jeito mais corrido nos grandes centros urbanos, sem tempo até para se alimentar direito - em fazer suas refeições fora de casa? Pois é, não foi perdido, ele apenas se adaptou ao orçamento, frente a crise econômica. Mas, o quê o pão francês tem a ver com isso? A resposta está, literalmente,  na boca dos consumidores, ou melhor, no paladar. Afinal, ninguém dispensa um pãozinho fresco, de preferência, recém-saído do forno. 

Este alimento rico em carboidrato, figura também como carro chefe do setor de panificação, responsável por impulsionar o segmento de alimentação. Percebe agora a correlação entre o pão e o hábito da alimentação fora do lar?

O segmento de alimentação acumulou em 2018 um saldo positivo, meio tímido, é bem verdade; porém, maior se comparado ao ano anterior, 3,5%. O índice é da Associação Nacional de Restaurantes (ANR). O que ajudou a impactar significativamente nesse indicador foi o setor de padarias e confeitarias brasileiras, que fecharam o ano com faturamento de R$92,63 bilhões – um incremento de 2,81% frente a 2017, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria da Panificação (ABIP).

E adivinhe quem foi o mocinho do setor, presente quase que diariamente em uma ou mais refeição dos brasileiros? O pão francês, é claro!

O resultado atingido reflete bem o impacto imposto pelas mudanças abruptas na economia, de comportamento do cliente e a reação acirrada da concorrência com novos entrantes (atacarejos, lojas de vizinhança, supermercados, lojas de conveniência). Esse tipo de comércio passou a comercializar o pão francês.

Com a ampliação das indústrias de congelados, surgiram novos perfis de loja, que também incorporaram a venda de pães – hortifrutis, mercadinhos, entre outros. Mais pontos de venda significam maior oferta e também um leque maior de opções para os consumidores, o que em outro aspecto contribuiu com a pulverização do consumo direto do pãozinho nas padarias.

Trocando em miúdos: a venda do “queridinho” do café da manhã ou lanche da tarde, trouxe às empresas de panificação e confeitaria um cenário bastante competitivo.

O empresário Dhiego Henrique Telles, de 29 anos, que administra há um ano o negócio da família, a Brot Pão, no Paraná – padaria premiada cinco vezes consecutivas pela "Revista Panificação Brasileira e pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação", entre as 100 melhores no ranking Brasil – enxerga na competitividade uma oportunidade de novos desafios.

“É sempre um jeito de reinventarmos algo, criarmos novas estratégias de negócios. A concorrência é saudável para o setor”, sintetiza. O jovem empresário cresceu entre uma fornada e outra de pães. A padaria, que fica no litoral paranaense, está reconquistando a clientela que não abre mão da qualidade do produto. É que ao trocar a tecnologia dos refrigeradores para conservar a massa industrializada do pãozinho pela técnica da produção artesanal, com fermentação natural, aos poucos, a clientela que migrou para outros pontos de vendas na cidade está voltando. “ Estamos resgatando nossas raízes na produção do pão francês”, revelou Telles.

A necessidade de se reinventar e obter destaque em um meio que apresenta expressiva concorrência permite que os estabelecimentos atendam às exigências dos clientes em diferentes locais. Por outro lado, a tendência dos consumidores em buscar alimentos artesanais e consumir menos produtos industrializados reflete diretamente no segmento. Para atender esta demanda, tanto as novas padarias quanto aquelas que já contam com experiência de mercado estão se adaptando. Mas, este é um assunto que vamos abordar mais à frente aqui no portal AFNEWS.

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