Exportação carne in natura aos EUA: missão americana inicia nova inspeção nos frigoríficos brasileiros

  • 11/06/2019
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  • Categoria(s): Carnes |

Futura Carni

Uma comitiva formada por veterinários americanos está no Brasil, desde ontem (10), para uma missão sanitária. A auditoria, que se estenderá até o próximo dia 28, tem por finalidade inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

As visitas de inspeções foram iniciadas nesta terça-feira (11) em abatedouros, e pretendem passar por Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária em São Paulo e Minas Gerais, e centros de análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os roteiros serão cumpridos por duas equipes, de seis veterinários do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos (FSIS na sigla em inglês), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

De acordo com informações divulgadas pelo Mapa, todo o protocolo de exigências feito pelos Estados Unidos ao Brasil já foi cumprido, no que diz respeito à qualidade do produto. O Brasil se prepara agora para o próximo passo: dar início às exportações de carne bovina in natura.

Após uma extensa agenda de negociações com os EUA, em março deste ano, a ministra Tereza Cristina, disse que as questões burocráticas já estavam resolvidas com as autoridades sanitárias americanas.

Retrospectiva de negociações com o EUA

O histórico de exportação da carne brasileira para os Estados Unidos sempre foi meio tumultuado. Foi em junho de 2017 que se deu a suspensão por parte dos americanos nas compras de cortes bovinos do Brasil. O motivo da ruptura nas negociações de exportação entre os dois países tem a ver com as reações (abcessos) provocadas no rebanho, pela vacina contra a febre aftosa.

Essas reações desencadearam o processo de redução da dose da vacina de 5 ml para 2 ml e a retirada da saponina (substância na composição da vacina), que gerou polêmica por ter sido apontada pelo setor produtivo como uma das causas da formação dos nódulos presentes no produto, até então exportado para os Estados Unidos.

O Brasil obteve autorização em 2015 para exportar carne bovina in natura para os EUA, processo que se arrastou por 15 anos, limitando-se a vender apenas carne termoprocessada (cozida) para aquele país.

O pedido de abertura para a importação dos Estados Unidos para a carne in natura brasileira se arrasta desde 1999. De acordo com o histórico de informações publicadas no BeefPoint, que acompanha esse processo desde que os americanos manifestaram interesse, em 2001 já havia uma negociação em andamento para a venda de carne in natura aos Estados Unidos. A pergunta que não quer calar: será que agora vai?

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