Café: Resumo da Última Semana e o que esperar para os próximos dias?

  • 10/06/2019
  • 3
  • Categoria(s): Mercado do café |

Café

A crise nos preços do café está longe de acabar e junho não começou nada bem para o mercado do café brasileiro. As cotações do grão que vinham em recuperação nas duas últimas semanas de maio, começaram a cair logo no início do mês, na última quarta-feira ocorreu um grande colapso...

A pior queda de valor nos últimos quatro anos. Vale lembrar que desde abriu, quando os valores começaram a despencar, os preços chegaram a índices menores que os registrados em 2005.

Segundo os índices do Cepea, no dia 04/06 a cotação do café arábica fechou em US$ 110,83 (saca de 60 kg), no entanto, com o excesso de oferta da saca nos mercados internacionais, já logo no dia 05/06 a saca fechou com uma queda de -5,62% chegando a US$ 103,48, a variação mensal comparada a maio ficou em -3,41%.

No dia 06 e 07/06 houve uma pequena melhora na queda brusca do preço do café, o que trouxe a saca novamente para a casa dos 106 dólares, deste modo, o indicador fechou a sexta-feira apontando o valor de US$ 106,31 ou R$ 411,63.

A queda também foi registrada no café robusta, cujo valor no dia 04/06 estava em US$ 78,37 e no dia 05/06 registrou uma queda de -4,39% fechando em US$ 73,38. Na sexta-feira, porém, houve uma pequena recuperação, fechando em US$ 75,99 ou R$ 294,24 saca de 60 kg.

O grande declínio está atrelado à grande oferta mundial, pois, mesmo com a baixa no atual ciclo bienal do café no Brasil, de acordo com a CoffeeNetwork a projeção da safra global 2019/20 é de um superávit de 300 mil sacas. Deste modo, os valores praticados estão sendo bastante ofensivos no mercado.

Outro problema causado pela baixa dos preços é a oferta dos grãos gourmet. Com pouca margem e com muito mais esforços para se produzir, os cafeicultores estão desestimulados de continuar a cultivar variedades mais robustas. Apesar deste tipo de café ser bem valorizado no exterior, pouco deste lucro fica com o produtor que perante tão forte baixa, acaba optando por produzir em grande escala variedades comuns, como o arábica.

Já se tratando de produtividade, a safra brasileira que deu início à colheita durante o mês de maio já tem seus números estimados. De acordo com a Conab, espera-se colher 50,92 milhões de sacas, uma redução de 17,4% em relação a 2018. E como já falado, ainda com a queda de produção no Brasil, os estoque mundiais serão altos.

Mesmo com os preços atrativos devido à alta quantidade de oferta, com a chuva que ocorreu nas regiões produtoras durante o mês de maio, já durante a colheita, houve a perda de qualidade dos grãos. Logo, os compradores que prezarem por grãos mais selecionados, devem disponibilizar de maior reserva de capital para obterem o produto.

Faça seu cadastro agora e acompanhe as análises de mercado de trigo, milho, soja, laranja, café, cana de açúcar, algodão, arroz e derivados. Você terá acesso gratuito por 7 dias. Após este período, poderá acessar ainda GRATUITAMENTE, nossas matérias abertas; agroindústria, logística, carnes, conjuntura de grãos e conjuntura econômica. É rápido e descomplicado. Um pé no campo e outro nos negócios. Basta clicar aqui.





Sobre AF News

A AF News com sede em Curitiba PR, foi idealizada para poder atender as necessidades de empresas e pessoas com informações de mercado e análises. Com responsabilidade, ética e imparcialidade nosso objetivo é promover o questionamento e a divulgação de informações útei...
Continue Lendo