Carnes: peste suína africana pode abrir janela de exportação de carne suína brasileira

  • 06/06/2019
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  • Categoria(s): Carnes |

As projeções não são nada animadoras para o mercado chinês, que deve ter um recuo vultuoso na produção de carne suína, por conta do declínio de 22% no plantel de suínos do país asiático.

As projeções não são nada animadoras para o mercado chinês, que deve ter um recuo vultuoso na produção de carne suína, por conta do declínio de 22% no plantel de suínos do país asiático. O volume estimado gira entre 10 milhões e 13 milhões de toneladas de carne neste ano, segundo divulgou o banco de investimentos Société Générale.

O avanço da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês), seria o motivo para o mercado asiático amargar prejuízos. Em contrapartida, a ASF pode descortinar uma janela de oportunidades para a exportação de carne suína brasileira aos países asiáticos, em especial para a China.

Recentemente, ao regressar da viagem que fez ao Japão, China, Vietnã e Indonésia, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, pediu ao governo chinês a abertura de um canal de negociação estreito e permanente, sugerindo que as equipes técnicas de ambos países façam missões a cada dois ou três meses.

“Se o Brasil tivesse mais 20 plantas para habilitar na área de suínos, a gente teria chance de exportar. Isso se a gente tiver juízo, for sério, e cumprir o que está no protocolo (de exportação) com a China”, declarou a ministra.

A China deve perder o equivalente a 13% do mercado interno (de carnes). “O mundo inteiro não consegue exportar para lá mais do que 6% ou 7%. É muita coisa, e essa proteína vai ter de ser suprida por bovinos e aves. O Brasil tem suínos, mas é pouco diante do tamanho e diante da necessidade do mercado chinês e de outros países da Ásia que estão com o mesmo problema”, disse Tereza Cristina.

Bom Momento

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, divulgou nesta semana os dados de exportação de proteína animal pelo Brasil, referente ao mês de maio.

As vendas externas de carne suína in natura alcançaram 58,1 mil toneladas. A alta foi de 41,7% ante as 41 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado e 13,92% maiores quando comparadas ao total de 51 mil toneladas registrado em abril.

A elevação na demanda externa também impulsionou o preço médio, que atingiu US$ 2.265,30 por tonelada. O incremento foi de 11,86% na variação anual e de 4,77% ante o mês anterior.


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