Destaques da Economia Brasileira e Internacional (de 27/05 a 31/05)

  • 05/06/2019
  • 5
  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

No Brasil, a última semana fechou com informações de uma nova queda no PIB (Produto Interno Bruto) cuja projeção dessa vez ficou em 1,23%, quase ...

Economia no Brasil


No Brasil, a última semana fechou com informações de uma nova queda no PIB (Produto Interno Bruto) cuja projeção dessa vez ficou em 1,23%, quase próximo ao PIB registrado no ano de 2018, que foi de 1,1%, lembrando que a estimativa prevista em janeiro de 2019 era de um crescimento de 2,53%. Essa baixa se deve ao fato de que no primeiro trimestre do ano, o PIB caiu 0,2% em relação ao ano anterior, fazendo com que os analistas da economia fossem menos otimistas com os números.


Embora a redução do percentual de crescimento do PIB seja bem relevante, a projeção do dólar para o final do ano de 2019 e início de 2020 se manteve em R$ 3,80.


As projeções também não mudaram para as taxas de juros. A Taxa Selic continua sendo de 6,5% ao ano ao final de 2019 e com previsão de 7,25% ao final de 2020, no entanto alguns economistas acreditam que o Banco Central irá, em um curto prazo, fazer a manutenção da Selic com uma nova precificação.


Já a inflação, que está atrelada ao crescimento, teve uma leve queda, passando de uma expectativa de 4,07% para 4,03% ao ano. Já há indícios de que a desaceleração da inflação continue nos próximos meses, pelo menos até que seja definida a aprovação ou não da Reforma da Previdência, fator que tem causado muitas interferências na economia.


Mesmo com o superávit que teve a balança no mês de abril, com um resultado de US$ 6,4 bilhões e crescimento de 5,8% maior em relação ao mesmo período de 2018, totalizando o valor de US$ 21,394 bilhões em exportações. Houve mudanças nas projeções da balança comercial.


De acordo com o Boletim Focus, a estimativa do Banco Central para 2019 passou de US$ 45,33 bilhões para US$ 45,10 bilhões, ocasionando uma queda significativa se comparado com o ótimo resultado que fechou 2018, cujo valor foi de US$ 58,959 bilhões, 23% maior que a previsão atual.


Ao final do mês de maio houve recuperação das exportações, que estavam em queda desde fevereiro, com isso, alguns produtos tiveram crescimento, destaque para os setores de manufaturados (aumento de 29,5%) e semimanufaturados (crescimento de 15,4%).


A demora no reaquecimento da economia no Brasil tem deixado os empreendedores em completo desânimo no país. As margens de lucro estão cada vez mais estreitas isto porque, a demanda já está baixa, se os preços aumentarem, o mercado congela.


A crise política que se criou para aprovar a Reforma da Previdência, traz ainda mais incertezas para os investidores no Brasil, causando grande oscilação no mercado interno e externo.
Para mitigar os impactos negativos na economia, durante a última semana de maio o Ministro da Economia Paulo Guedes declarou que estuda liberar o saldo do FGTS de contas ativas dos trabalhadores, justamente com a finalidade de reaquecer o mercado.


Setor do Agro no Brasil


Na última semana também, o IBGE divulgou a informação sobre a redução do PIB da agropecuária que teve queda de 0,5% para o primeiro trimestre de 2019. Os maus resultados foram causados por conta da última safra da soja, fumo e arroz, os números só não foram piores, porque o milho e pecuária tiveram bons resultados, trazendo equilíbrio para este setor da economia.


Embora seja negativa, a última safra da soja não foi péssima, no entanto não igualou as duas últimas safras que foram recordes de produtividade. Há muito que ser melhorado no setor, principalmente o investimento na agricultura de precisão para maximizar a produtividade.


Uma boa notícia para o mercado da carne suína é que as exportações brasileiras voltaram a crescer, principalmente no Estado do Paraná, a exportação para o mês de abril aumentou em 63% em relação ao mesmo período de 2018.


Muito se deve ao fato dos problemas sanitários que a China teve, fazendo com que o país asiático sacrificasse milhares de animais.


Outra novidade no setor de carnes é a possibilidade da fusão entre a BRF e a Marfrig. A Brasil Foods está entre as 30 maiores empresas de alimentos do mundo, no Brasil, atuando é líder no mercado de suínos e frangos. Já a Marfrig, desempenha um importante papel no fornecimento de carne bovina, com a junção, as empresas dariam um grande passo, se tornando a segunda maior empresa do setor no Brasil, atrás apenas da JBS. Essa união resultaria ainda, num faturamento anual em torno de R$ 80 bilhões.


Mercado Internacional


Partindo para o mercado internacional, as principais bolsas do mundo fecharam em queda, em virtude dos investidores estarem mais comedidos perante os últimos acontecimentos políticos, fator que influencia fortemente o mercado financeiro. O motivo atual é a movimentação entre EUA e China, EUA e México, na chamada “Guerra Comercial”.


Na última quinta-feira Donald Trump afirmou que irá tarifar em 5% todos os produtos importados do México a partir do dia 10 de junho, a fim de “punir” o país e pressioná-los a terem mais controle perante a imigração ilegal na fronteira. E também, sobre a taxação de 200 milhões com a China sobre os produtos importados. Isso resulta num efeito cascata aos mercados internacionais.


Além dos problemas políticos e da “Guerra Comercial”, a agricultura dos Estados Unidos vem sofrendo grande impacto econômico por conta do atraso do plantio de soja. Isto se deve ao fato que os últimos dias, chuvas fortes invadiram toda a região de cultivo, causando um dos maiores atrasos para início do plantio. Tornados e chuvas fortes ainda têm sido constantes na região.


Como consequência, a soja vinha fechando em alta na bolsa de Chicago, porém no dia 31/05 houve recuo de 10 pontos, causando certa volatilidade. A baixa da saca e a queda no dólar têm causado incertezas para os exportadores no Brasil.

AF News Agrícola

Giulia Zenidin

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