Veneno na lavoura: agrotóxicos colocam o Brasil em posição de maior consumo do mundo

  • 05/06/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Você sabia que o Brasil completa em 2019 seu 11º ano na liderança do ranking, em números absolutos, de maior consumidor de agrotóxicos do mundo? Todos os anos,  são utilizados, em média, 7,3 litros de veneno para cada um dos habitantes do país...

Você sabia que o Brasil completa em 2019 seu 11º ano na liderança do ranking, em números absolutos, de maior consumidor de agrotóxicos do mundo? Todos os anos,  são utilizados, em média, 7,3 litros de veneno para cada um dos habitantes do país. Para quem se deixou impressionar com o indicativo, vale a ressalva: nem tudo que vai para a mesa do brasileiro recebe veneno na lavoura. 

Na matemática, aplicando a regra de proporção, o Brasil fica atrás somente dos Estados Unidos, Japão e União Europeia no que se refere a outras duas variáveis: a quantidade de alimento produzida e a área plantada.

As liberações de agrotóxicos continuam em ritmo acelerado pelo país. As aprovações vêm crescendo significativamente desde 2016, mas foi em 2019 que os defensivos deram um salto grande. Até meados de maio já foram aprovados pelo Ministério da Agricultura (Mapa), ao todo, o registro de 197 produtos.

Desse total,  31 pesticidas tiveram, no último dia 21, a liberação de seus registros, dos quais 29 são considerados produtos técnicos equivalentes, isto é,  reproduções de princípios ativos já autorizados no Brasil. Três são compostos do glifosato, substância associada ao desenvolvimento de câncer e ligada a processos bilionários nos Estados Unidos. 

No ano passado, 450 agrotóxicos foram registrados no Brasil, um recorde histórico. Destes, apenas 52 são de baixa toxicidade.

Registro X Ativismo

Para ser registrado pelo Mapa, o agrotóxico precisa passar pela autorização da Anvisa, que avalia os riscos à saúde, e também pelo Ibama, que verifica perigos ambientais. 

Ativistas do meio ambiente e da saúde estão mobilizados no sentido de alertar a população dizendo que mais veneno está sendo empurrado goela abaixo da sociedade.

Já o governo defende a posição que se trata de “produtos genéricos”, que vão garantir diminuição de preço e maior viabilidade de plantio em suas lavouras. 

Segundo o Mapa, os produtos não trazem riscos se usados corretamente. “Desde que utilizado de acordo com as recomendações da bula, dentro das boas práticas agrícolas e com o equipamento de proteção individual, a utilização é completamente segura”, afirmou a assessoria de imprensa do órgão.

Na abertura de uma Feira em Minas Gerais, a ministra da agricultura, Tereza Cristina, que recebeu o apelido de “musa do veneno”,   declarou não haver nenhum tipo de insegurança na liberação desses produtos. E cogitou que os mesmos só estavam represados em uma fila enorme por problemas ideológicos.

 

AF News Agrícola

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