Com economia estagnada e dólar em alta, Copom deve manter juros em 6,5% ao ano

  • 08/05/2019
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

Selic está no menor patamar da série história e, se for mantida em 6,5% ao ano, será a nona manutenção seguida. Decisão deve ser anunciada por volta das 18h.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reunirá nesta quarta-feira (8), e a expectativa do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, a Selic, seja mantida em 6,5% ao ano.

Se confirmada, esta será a nona manutenção seguida da taxa Selic, que permanecerá no menor patamar da série histórica. A decisão será anunciada por volta das 18h.

A principal missão do Banco Central é controlar a inflação, e a base é o sistema de metas.

Para este ano, por exemplo, a meta central de inflação é de 4,25%, podendo oscilar entre 2,75% a 5,75%. Para 2020, a estimativa é de 4% – com oscilação de 2,5% e 5,5%.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros. Quando estão acima da trajetória esperada, a taxa Selic é elevada.

Cenário econômico

A reunião do Copom acontece em um momento conturbado na economia brasileira e no cenário externo.

O crescimento da economia segue em ritmo lento, o que contém as pressões inflacionárias. O desemprego, por exemplo, subiu para 12,7% em março, e atingiu 13,4 milhões de brasileiros.

Diante desse cenário, o mercado financeiro passou a prever que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficará em 1,49% em 2019. No começo deste ano, o mercado estimava uma expansão maior da economia no período: de 2,6%.

Além disso, aumentaram os riscos de desaceleração da economia global em razão da tensão comercial entre Estados Unidos e China. No último domingo (5), o presidente Donald Trump anunciou nova sobretaxa a produtos chineses.

Por outro lado, fatores como a alta do dólar, a febre suína e o aumento no preço dos combustíveis, entre outros, têm pressionado o aumento da inflação.

Alta do dólar e do combustível

 A moeda norte-americana, que chegou a bater em R$ 4 nesta terça-feira (7), poderia ter impacto inflacionário em razão dos insumos, e dos produtos e serviços importados. Com a alta do dólar, eles ficariam mais caros. Analistas, porém, avaliam que esse repasse é limitado.

"As moedas reagem contra as falas belicosas de Trump e o imbróglio comercial com os chineses. Com a moeda norte-americana lá nos R$ 4,00 o mercado doméstico vai aos poucos tirando do radar a hipótese de corte de juros", avaliou André Perfeito, economista-chefe da Necton. Ele projeta o dólar em R$ 4,10 no fim deste ano.

Os combustíveis também figuram entre os principais agentes da inflaçãoem março e na prévia do mês de abril. Os preços dos combustíveis estão relacionados com o valor do petróleo no mercado externo e do dólar, entre outros.

Um novo fator analisado por economistas é o impacto da febre suína, na China. Em artigo, o economista-chefe do banco ABC Brasil, Luis Otavio de Souza Leal, avalia que a redução da oferta chinesa afetaria todo o "complexo de carne", o que englobaria também frangos.

O analista estimou um repasse de 1,2 ponto percentual no IPCA, a inflação oficial brasileira, sendo 25% desse impacto no último trimestre deste ano (0,30 ponto percentual) e, o restante, ao longo de 2020 - ou seja, 0,9 ponto percentual na inflação do ano que vem.

O Copom tem informado, nos comunicados das últimas decisões sobre a taxa de juros, que adotará "cautela e serenidade" no futuro, sinalizando juros estáveis nos próximos meses. O mercado prevê que a taxa permanecerá em 6,5% ao ano até julho de 2020.

Fonte: G1

 

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