Mercado reduz projeção para expansão da economia pela 9ª vez seguida

  • 29/04/2019
  • 3
  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

Instituições financeiras reduziram pela nova vez seguida a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano.

Instituições financeiras reduziram pela nova vez seguida a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – agora caiu de 1,71% para 1,70% este ano. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,98%.

Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, após cinco reduções consecutivas. As estimativas de crescimento do PIB para 2021 e 2022 permanecem em 2,50%.

Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estudos de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC),em Brasília.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi mantida em 4,01% este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Taxa Selic

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019.

Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar segue R$ 3,75 no fim de 2019 e foi ajustada de R$ 3,80 para R$ 3,79 no fim de 2020.

 

Fonte: Isto é dinheiro

Veja Mais
Dia do Trigo: curiosidades sobre um dos cereais mais consumidos no mundo
Esperanças de um acordo comercial alimentam alta nos principais índices de Wall Street
Ponto de Vista: saudabilidade e sustentabilidade, gatilhos da tendência global da indústria de alimentos sob a ótica do presidente da ABIMAPI
Reação mercado de ações da China: índices caem pressionados por dúvidas sobre finalização da primeira fase do pacto com os EUA
Virada no clima: chuva de granizo e vendavais causam estragos em boa parte do PR

Quer receber as últimas atualizações de Trigo, Milho, Farinhas, Farelos, Soja e do agronegócio em seu e-mail?

Cadastrar





Sobre AF News

A AF News com sede em Curitiba PR, foi idealizada para poder atender as necessidades de empresas e pessoas com informações de mercado e análises. Com responsabilidade, ética e imparcialidade nosso objetivo é promover o questionamento e a divulgação de informações útei...
Continue Lendo