Peste suína na China ameaça volume de exportação de soja brasileira

  • 23/04/2019
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  • Categoria(s): Mercado de Soja |

A menor demanda de soja pelas indústrias brasileiras, uma vez que grande parcela tem garantido os lotes por contrato a termo e negociado poucos volumes no spot, e as aquisições para consumo a médio prazo, visto que... (Efetue o Login ou Cadastre-se para continuar lendo)

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A menor demanda de soja pelas indústrias brasileiras, uma vez que grande parcela tem garantido os lotes por contrato a termo e negociado poucos volumes no spot, e as aquisições para consumo a médio prazo, visto que agentes esperam preços menores, têm pressionado os preços da soja no mercado doméstico. Apesar da alta do dólar em relação ao real, tendo fechado a segunda (22) em alta de 0,076% cotado a R$3,93, os preços internacionais em baixa têm cooperado para o tom baixista nas cotações domésticas da oleaginosa.

Outro fator preocupa o mercado nacional e internacional de soja no longo prazo, que são as importações chinesas de soja, devido à peste suína africana na nação asiática. Desde agosto, diversas províncias chinesas foram atingidas por surtos da doença altamente contagiosa entre os animais, mas que não afeta humanos. Dados apontam que cerca de 200 milhões de suínos podem morrer em razão da peste suína africana, impactando a demanda por ração feita a partir de grãos e oleaginosas, como soja e milho.

Caso o país asiático mantenha este comportamento de importações menores nos próximos meses, poderá ser confirmado uma menor demanda chinesa por soja. Isto, aliado aos altos estoques norte-americanos e também a uma maior oferta na América do Sul, são fatores que podem pressionar as cotações da soja.
Segundo a Secex, até a 3ª semana de abril (14 dias úteis), o Brasil exportou 6,685 milhões de tons de soja, com média diária de embarques em 477.500 tons, o que leva a projeção mensal para próximo de 10 milhões de tons.

SAFRA 2018/19

A colheita da soja no Rio Grande do Sul avançou para 78% da área, com 18% das lavouras maduras e 4% em fase de enchimento de grãos.

Em Santa Catarina, a área cultivada apresenta recuo de -2,1%, com 669 mil ha cultivados e produção estimada em 2,42 milhões de tons. Mesmo com diminuição da área, a produção total deverá apresentar um pequeno aumento, em função da expectativa de rendimento 0,7% superior à safra passada. Esperam-se rendimentos superiores a 4.000kg/ha nas regiões de Curitibanos, Campos Novos e Joaçaba. As maiores regiões produtoras são Xanxerê, Canoinhas e Curitibanos, incluindo Campos Novos, que somam 384 mil ha, respondendo por mais de 57% da área cultivada do estado.

TABELA AFNEWS DE PREÇOS DA SOJA NA BM&F

TABELA AFNEWS DE PREÇOS DA SOJA NAS PRINCIPAIS REGIÕES PRODUTORAS

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