Café: Exportação global de café recua 4,4% em outubro e preocupação com oferta volta a dar novo suporte de alta

  • 03/12/2021
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  • Categoria(s): Mercado do Café |

Cotação do Café

O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações de ontem (2) com valorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Os preços voltam a subir com suporte da redução global de café. As preocupações com a oferta brasileira na safra 22 continuam no radar do mercado e seguem dando suporte aos preços.

Março/22 tinha alta de 335 pontos, valendo 236,60 cents/lbp, maio/22 teve alta de 325 pontos, negociado por 235,80 cents/lbp, julho/22 teve alta de 310 pontos, valendo 234,90 cents/lbp e setembro/22 registrou alta de 280 pontos, valendo 233,75 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o dia também foi marcado por valorização. Março/22 teve alta de US$ 12 por tonelada, valendo US$ 2265, maio/22 teve alta de US$ 11 por tonelada, valendo US$ 2242 e julho/22 teve valorização de US$ 10 por tonelada, valendo US$ 2240.

Mais uma vez, o mercado de café teve o dia marcado pela preocupação da oferta global do grão. "Uma queda na oferta global de café dá suporte aos preços, depois que a Organização Internacional do Café (OIC) informou hoje que as exportações globais de café de outubro caíram -4,4%- para 9,68 milhões de sacas", destaca a análise do site internacional Barchart.

Com a valorização deste pregão, o café se recupera da baixa de última semana registrada na terça-feira, depois que o Rabobank divulgou sua nova estimativa de produção no ciclo 22. em +3,3 milhões de sacas, se recuperando de um déficit de -5,20 milhões de sacas em 2021/22. O Rabobank também estima que a produção global de café em 2022/23 subirá 8,2% para 177,1 milhões de sacas.

Um fator de baixa para os preços do café é a preocupação de que a disseminação da nova variante levará a bloqueios globais e restrições de viagens que fecham cafeterias e reduzem a demanda por café. Israel e Japão já fecharam suas fronteiras para visitantes estrangeiros, e outros países impuseram restrições a viagens.

No Brasil, o mercado interno registrou valorização em algumas das principais praças de comercialização do país.

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 2,54% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.456,00, Campos Gerais/MG teve alta de 2,31%, valendo R$ 1.460,00 e Franca/SP teve alta de 2,07%, valendo R$ 1.480,00. Poços de Caldas/MG teve queda de 0,68%, valendo R$ 1.470,00. Araguarí/MG manteve a estabilidade por R$ 1.420,00 e Varginha/MG manteve por R$ 1.480,00.

O tipo cereja descascado teve alta de 2,30% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.588,00, Campos Gerais/MG teve alta de 2,22%, valendo R$ 1.520,00; Poços de Caldas/MG teve queda de 0,64%, valendo R$ 1.560,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 1.490,00 e Varginha/MG manteve por R$ 1.530,00.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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