53 defensivos agrícolas para uso dos agricultores são registrados

  • 04/10/2021
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Defensivos Agrícolas

Dos produtos registrados, dois são de princípios ativos inéditos no Brasil, sendo um de origem biológica e um de origem fitoquímica (feito a partir de plantas). Confira:

Ato nº 42 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicado nesta quarta-feira (29), no Diário Oficial da União, traz o registro de 53 defensivos agrícolas formulados, ou seja, produtos que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores. Desses, nove são considerados de baixo impacto ou de base biológica.

Dos produtos registrados, dois são de princípios ativos inéditos no Brasil, sendo um de origem biológica e um de origem fitoquímica (feito a partir de plantas).

O produto fitoquímico é composto de cinamaldeído, componente ativo presente no óleo essencial da canela (Cinnamomum sp). Esse produto foi registrado para uso na cultura do morango, visando o controle do fungo Sphaerotheca macularis - causador da doença conhecida popularmente como oídio - e o controle do fungo Mycosphaerella fragariae, agente causador da mancha foliar ou mancha de Mycosphaerella. Até o momento não existia nenhum produto registrado para controle de oídio em morango.

O outro produto inédito trata-se de um fungo denominado Purpureocillium lilacinum. Esse produto teve sua eficácia comprovada para controle dos nematóides Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica. As espécies de nematoides estão entre as de maior ocorrência no Brasil e afetam uma ampla gama de culturas, como por exemplo algodão, batata, cana-de-açúcar, cenoura, fumo, pepino e soja. Por esse produto ser de origem microbiológica, o mesmo pode ser utilizado em qualquer cultura de ocorrência dessas pragas.

Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.

Até o momento, no ano de 2021 já foram registrados 65 produtos de baixo impacto. Importantes para o controle de pragas e por representarem baixo risco para a saúde humana e o meio-ambiente, tais produtos são priorizados e o Mapa tem empreendido esforços para o aumento dessa classe de produtos. Espera-se que o registro de produtos de baixo impacto no ano corrente supere o número obtido em 2020, quando 95 produtos foram registrados.

Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

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Fonte: Governo do Brasil - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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