Mercado da Mandioca: Brasil espera colher 18,63 milhões de toneladas de raiz de mandioca em 2021

  • 20/04/2021
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  • Categoria(s): Raiz de Mandioca |

Mercado da Mandioca

Última atualização sobre as estimativas da produção brasileira de raiz de mandioca para 2021 foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE em seu levantamento de abril. Área plantada deve ser de 1,22 milhão de hectares. Saiba mais:

Confira abaixo a última análise da Conab sobre o mercado da mandioca divulgado na sexta-feira (16):

Produção

A estimativa de produção brasileira de raiz de mandioca para o ano de 2021, de acordo com a última atualização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE (Abril/2021), é de 18,63 milhões de toneladas, colhidas em uma área de 1,22 milhão de hectares.

Se comparada a 2020, cuja produção foi de 18,96 milhões de toneladas, os dados apontam para uma queda de 1,7%. Houve uma redução de 2,15% na área plantada, levando a produtividade ao patamar de 15,15t/h, frente à 14,95t/h em 2020, crescimento de 1,33%.

Raiz de Mandioca

Aproveitando as condições climáticas favoráveis e a melhora no teor do amido, produtores da região Centro-Sul se dedicaram a colheita da raiz no último mês de março, mesmo com a fraca demanda. Este movimento se deu devido, basicamente a três fatores: necessidade dos produtores de devolverem áreas arrendadas, cujos contratos estão finalizando; migração para outras culturas, principalmente a de grãos, em áreas destinadas a mandioca; e necessidade dos produtores se capitalizarem para cumprir seus compromissos financeiros.

Alguns produtores entregaram áreas arrendadas ou migraram para outras culturas em função dos custos de produção cada vez mais altos e dos preços baixos pagos na raiz de mandioca. Um dos responsáveis pelo aumento dos custos tem sido a alta nos preços dos grãos que afetou os valores dos arrendamentos de áreas mais nobres e deslocou a cultura da mandioca para que requerem maiores tratos e de custos altos.

Fécula de Mandioca

O mês de março/2021 começou com o mercado de fécula de mandioca pouco movimentado. Os compradores dispunham de estoques e o volume comercializado foi baixo. Além disso, crise econômica agravada pela pandemia da Covid-19, retraiu ainda mais o mercado consumidor de fécula, em função das restrições imposta aos comércios e a circulação de pessoas.

Mesmo com o fraco desempenho do mercado e o preço da fécula em queda, as fecularias mantiveram ou ampliaram a produção, na intenção de elevarem seus estoques, aproveitando os baixos preços da matéria-prima e percebendo a redução de sua oferta. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Cepea, nesse mês os estoques nas fecularias subiram 5,5%, chegando a 50,2 mil toneladas.

Em meados do mês o mercado de fécula voltou a ficar mais movimentado. Compradores precisaram repor seus estoques e, com receio de redução da oferta para os próximos meses, voltaram a comprar maiores volumes. Outros pontos a serem destacados foram: a presença mais intensa, maiores volumes, de compradores que substituíram o amido de milho e aumento das vendas para exportação.

Farinha de Mandioca

Com os compradores abastecidos, principalmente os grandes atacadistas, o mercado de farinha de mandioca começou o último mês pouco movimentado na região Centro-Sul. Muitas farinheiras reduziram a produção, enquanto outras a suspenderam por completo. As vendas ficaram restritas a compradores locais e ocorreram poucos embarques para outras regiões, principalmente para o Norte/Nordeste.

O fraco desempenho do mercado é atribuído ao agravamento da crise econômica devido as restrições à circulação e fechamento do comércio como medidas de combate à pandemia da Covid-19.

Na maioria das regiões, a partir da terceira semana, houve uma melhora no mercado. Compradores, principalmente da região Norte/Nordeste estiveram mais ativos. A melhora nas vendas levou as indústrias a intensificarem a produção, porém a pouca disponibilidade imediata de raiz de mandioca gerou disputa por matéria-prima entre as farinheiras as fecularias

Comercialização e Cotações

Entre os dias 12 a 19 de abril, o clima seco em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea reforçaram as dificuldades em se avançar com a colheita da mandioca – em algumas praças, inclusive, verificou-se interrupção das atividades. Além disso, alguns mandiocultores já comercializaram todas as lavouras com mais de 15 meses (segundo ciclo) e não mostram interesse pela entrega daquelas mais novas.

Do lado das indústrias, a demanda está firme. Esse cenário tem elevado a disputa pela matéria-prima e resultado em novas altas nos preços da raiz de mandioca.

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