Destaques da Economia (30/11 a 04/12): otimismo com as vacinas contra a Covid-19 levam o dólar a menor índice em quatro meses

  • 04/12/2020
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

Economia Brasileira

A cotação do dólar fechou a quinta-feira (03), valendo R$ 5,14 com queda de 1,94% na variação diária. Esta é a menor cotação registrada dentro de um intervalo de quatro meses. A aprovação das vacinas Pfizer e BioNTech pelo Reino Unido, impactaram positivamente no mercado e com isso, o câmbio teve forte queda da moeda americana. Confira demais destaques da economia brasileira e internacional e também, quais foram os indicadores da balança comercial em novembro:


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Economia Brasileira

Cotação do Dólar: No fechamento de quinta-feira (03), o preço do dólar registrou uma variação negativa diária em 1,94% sendo cotado a R$ 5,14. Na variação semanal, o indicador apresentou queda de 3,49% tendo em vista que a moeda americana estava cotada a R$ 5,326 a uma semana. Hoje (04) as 10h00 a cotação do dólar operava em alta a R$ 5,16.

Bolsa tem entrada recorde de estrangeiros em novembro: Dados da B3 apontam que a entrada de estrangeiros no mercado de ações bateu recorde em novembro. Ao atingir um total de R$ 33,323 bilhões, o saldo de compras e vendas de papéis nacionais foi o maior da série histórica da B3, que começou em 2007. No ano, porém, houve saída de R$ 51,56 bilhões, outro recorde da série. A alta em outubro reflete fatores como o real depreciado e a expectativa de recuperação da economia global em 2021, especialmente com a aprovação e aplicação de vacinas.

Reino Unido aprova vacina da Pfizer e BioNTech e anuncia que iniciará aplicação na próxima semana: O Reino Unido aprovou a vacina contra a Covid-19 das farmacêuticas Pfizer e Biontech e irá iniciar a vacinação já na semana que vem. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, que classificou a notícia como "fantástica". Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, disse que a aprovação da vacina vai resgatar vidas e a economia do país. “É a proteção das vacinas que vai finalmente nos trazer de volta às nossas vidas e fazer a economia andar novamente”, escreveu em uma rede social.

Anvisa estuda uso emergencial de vacina: A Anvisa estuda autorizar o uso emergencial de vacinas contra Covid-19, o que permitiria que o imunizante seja usado em casos específicos e previamente definidos, sem a necessidade de que o produto já tenha o registro do órgão. A medida liberaria a vacina para grupos de pessoas enquanto os laboratórios seguem normalmente com suas pesquisas. Para isso, a agência estuda mecanismos que garantam a segurança do produto ainda que os laboratórios não tenham finalizado os estudos para a obtenção de registro.

Vendas de veículos batem novo recorde no ano: De acordo com dados da Fenabrave, que representa as concessionárias de automóveis, novembro foi o melhor mês do ano na comercialização de veículos zero quilômetro no país, com 225 mil unidades emplacadas. Na comparação com outubro, as vendas subiram 4,65%. Ainda assim, o volume ficou 7,12% abaixo do total vendido no mesmo mês do ano passado, uma queda em parte explicada por restrições de oferta, já que as montadoras ainda aguardam sinais mais claros de que a recuperação não se limita a uma demanda reprimida para reabrir turnos de produção fechados no ano. A produção também vem sendo limitada pela insuficiência de insumos.

Agronegócio Brasileiro e Balança Comercial

Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior - Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), disponibilizados na terça (24), na 5ª semana de novembro de 2020, a balança comercial registrou superávit de US$ 0,226 bilhão e corrente de comércio de US$ 1,446 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 0,836 bilhão e importações de US$ 0,610 bilhão. No mês, as exportações somam US$ 17,531 bilhões e as importações, US$ 13,799 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,732 bilhões e corrente de comércio de US$ 31,330 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 191,678 bilhões e as importações, US$ 140,518 bilhões, com saldo positivo de US$ 51,160 bilhões e corrente de comércio de US$ 332,195 bilhões.

Nas exportações dos produtos agrícolas, a Secex informou que:

As exportações de café torrado contabilizaram um volume de 66,016 mil toneladas dos dias 23 a 30 de novembro. O resultado foi 4% superior ao da semana anterior. O total movimentado em novembro foi de 275,84 mil toneladas, aumento de 39,5% em relação ao mesmo mês de 2019.

soja em grãos obteve um volume de 226,0 mil de toneladas durante o período de 23 a 30 de novembro, com queda de 26,43% ante a semana passada.  No mês todo os embarques contabilizaram 1,468 milhão de toneladas, com queda de 70,32% comparado a igual período do ano passado.

Na exportação do milho, a Secex informou a movimentação de 1,404 milhão de toneladas entre os dias 23 a 30 de novembro, com incremento de 14,35% no comparativo com a semana anterior. No acumulado do mês de novembro o volume ficou em 4,896 milhões de toneladas com aumento de 19,13% em relação a novembro do ano anterior.

Economia Mundial

Vacina contra covid-19 estimularia economia global, mas recuperação completa será lenta: A notícia de que Pfizer e BioNTech podem conseguir autorização para uma vacina contra a covid-19 em questão de semanas gerou esperanças de que a economia global poderá ter uma forte recuperação em 2021. Mas economistas dizem que será necessário mais tempo para que empregos, investimentos e negócios se recuperem do golpe histórico desferido pela doença. A tarefa ainda se tornou mais complicada devido ao atual aumento das infecções na Europa e nos Estados Unidos.

As duas empresas disseram na segunda-feira que podem obter aprovação para a vacina desenvolvida em parceria antes do fim deste mês. A notícia se refletiu imediatamente nos mercados, já que os investidores se animaram com uma possível reabertura de economias que foram gravemente prejudicadas pela pandemia. No entanto, muitos meses serão necessários até que qualquer vacina seja administrada em um número suficiente de pessoas para que os novos “lockdowns” recentemente adotados em várias regiões, como a Europa, sejam suspensos.

Enquanto isso, as empresas mais diretamente afetadas pela doença — principalmente nos setores de serviços presenciais, como hospitalidade e entretenimento — terão que lidar com meses de demanda fraca.

Um surto de infecções em toda a Europa nas últimas semanas gerou uma nova onda de “lockdowns”, o que deve levar a economia da região a uma segunda contração neste ano. Nos EUA, em geral, as autoridades têm evitado adotar medidas tão rígidas quanto as europeias e espera-se que a economia continue crescendo, embora em ritmo mais lento.

A notícia sobre a eficácia da vacina não reduziu as previsões sobre quanto tempo as economias de EUA e Europa precisarão para recuperar os níveis pré-pandemia. Isso ocorreu, em parte, porque os economistas já previam a imunização parcial da população no próximo ano. Políticos americanos e europeus esperam que a recuperação completa ocorra apenas em 2022.

Os países desenvolvidos devem ser os primeiros a se beneficiarem economicamente de uma vacina. Reino Unido, EUA, União Europeia e o Japão já encomendaram grandes quantidades de doses da vacina produzida por Pfizer e BioNTech.

Isso, porém, não será uma opção para a maioria dos países pobres, que provavelmente terão acesso a vacinas bem-sucedidas bem mais tarde. O Duke Global Health Innovation Center estima que não haverá doses suficientes para atender a população mundial até 2024 (Valor Econômico).

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