Café - Balanço Mensal: Cotação do arábica subiu 12% em novembro

  • 03/12/2020
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  • Categoria(s): Mercado do Café |

Cotação do Café

Brasil exportou volume 40% maior de café em novembro comparado ao mesmo período de 2019. Cenário de atrasos no cultivo dos cafezais da Colômbia e Vietnã também foram fatores que contribuíram para a valorização do grão. Confira como ficou o balanço do mercado brasileiro do café e mercado externo:


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Café Brasil

A cotação do café arábica não começou de maneira muito agradável aos produtores brasileiros em novembro, já que com a desvalorização do dólar os preços recuaram ainda no mês de outubro.

Os patamares praticados até o dia 10, não ultrapassavam a média de R$ 540/R$ 550 por saca. No entanto, com as exportações ganhando ritmo e a demanda externa aumentando, os indicadores começaram a se recuperar a partir da segunda quinzena do mês.

Outros dois fatores que contribuíram para a valorização, foi o furacão Iota, que causou grande destruição em regiões próximas da Colômbia e também, os atrasos no cultivo do café no Vietnã, em virtude de tempestades.

Sendo assim, o preço do café arábica encerrou com valorização de 12,91% na variação mensal, saindo de R$ 537,58/saca no dia 30/10 e finalizando em R$ 606,99/saca em 30/11. A média mensal registrou 565,47/saca com variação positiva de 5,38% perante a média de outubro.

Com relação as margens do café conilon, os preços registraram grande volatilidade no decorrer do período, porém, no encerramento do mês, os indicadores fecharam parecidos com a abertura. Portando, a variação mensal atingiu um saldo negativo de 0,22% saindo de R$ 413,82/saca em 30/10, para R$ 412,90/saca no dia 30/11.

A média mensal do café conilon em novembro fechou em R$ 409,99/saca com incremento de 2,57% perante a média do mês de outubro que havia sido de R$ 399,70/saca.

Nas exportações do café não torrado do Brasil, o volume contabilizado entre os dias 01 a 27 de novembro pela Secex ficou em 275,84 mil toneladas com aumento de 40% comparado ao mesmo mês de 2019, quando os portos haviam movimentado 197,73 mil tons. A média diária de embarques nos 20 dias úteis de novembro foram de 13,792 mil tons.

Café Mercado Externo

Novembro registrou a passagem do furacão Iota, em regiões da América Central, que chegou a causa impactos negativos a produção de café da Colômbia. Porém, visto que os estragos não foram tão expressivos e devem causar apenas atrasos e perdas pequenas em comparação ao que estava sendo especulado, o mercado internacional do café arábica caiu bastante na reta final de novembro.

Assim, a Colômbia, apesar da grande destruição ocorrida nas ilhas ao norte do país, não sofreu grandes perdas em sua produção, como a América Central, que produz cerca de 8% de todo o café arábica no mundo.

Para o Vietnã, os atrasos no cultivo do café continuam, mas o pior das tempestades já passou. Um provável aumento de produção na Indonésia, divulgada pelo USDA, poderia corrigir essa momentânea aproximação entre os valores dos tipos de café arábica e robusta, causadas pelo corte na oferta vietnamita nas últimas semanas.

Nesse cenário, o mercado internacional continua observando o mercado brasileiro, que tem disponibilidade quase imediata e boa quantidade de produto para a exportação do grão.

Segundo os dados do Departamento de Meteorologia da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos (IRI), o ápice de La Niña deve acontecer no fim da primavera e início do verão (dezembro e janeiro), afetando bastante a produção de café no Brasil.

Segundo o Rabobank, a demanda mundial de café para o próximo ciclo (2020/21), deve subir 1,4%, que ainda não recupera toda a perda na pandemia, mas em um momento de menor produção, deve garantir preços elevados.

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