Clima: PR e MT não terão chuvas para iniciar plantio da soja logo após vazio sanitário

  • 08/09/2020
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Fatores Climáticos

Em alguns lugares, pode acontecer de plantar no pó, segundo Celso Oliveira, meteorologista da Somar Meteorologia; a expectativa é que as chuvas voltem em outubro. Saiba mais:


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Falta pouco para que se possa, finalmente, começar o plantio de soja no Brasil. Mas os produtores estão de olho no clima e com o retorno da chuva em algumas regiões. Segundo aponta a meteorologia, as chuvas devem ficar bloqueadas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina nos próximos dias, o que diminui a umidade do solo tanto no Paraná como no Brasil central.

Em alguns lugares, pode acontecer de plantar no pó, segundo Celso Oliveira, meteorologista da Somar Meteorologia. Segundo ele, a chuva relevante deve ocorrer apenas em outubro. “É normal, à medida que vamos caminhando para a primavera, que a chuva comece a se espalhar pelo Brasil. Mas há uma força contrária, pois o oceano pacífico está mais frio do que o normal e isso atrasa um pouco as chuvas”, contou.

Neste momento, a umidade do solo é alta desde o sul de São Paulo até o Rio Grande do Sul, mas em boa parte do Brasil pode plantar no pó se optar pela semeadura nos primeiros dias após o vazio sanitário. “A falta de chuva do Paraná para cima impacta o solo, pois a umidade que hoje é boa, vai diminuir por causa do calor. O produtor que, eventualmente, queira aproveitar esse período de término de vazio, cuidado com essa condição”, disse.

Olhando mais para frente, do dia 10 ao dia 14, ocorre a manutenção da chuva na região do Sul, principalmente em Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Do dia 15 ao dia 19, a chuva avança um pouco mais para o Paraná, com padrão mais seco no centro do Brasil”. A expectativa é que o volume de chuva se normalize apenas em outubro.

Frio tardio?

Nesta madrugada, as geadas que eram esperadas para o Rio Grande do Sul ocorreram em alguns pontos isolados, mas foram de maneira isolada, segundo a Somar Meteorologia. As temperaturas na casa dos 4° C, provocaram o fenômeno de maneira branda, sem preocupação para os produtores.

“Se olharmos para frente, olhando até o dia 19 de setembro, não aparecem temperaturas extremamente baixas. Ou seja, aos poucos, as condições vão melhorando para o plantio do milho e para manutenção do trigo que, em breve, começa a ser colhido no estado do Rio Grande do Sul”, disse Celso Oliveira.

Em Palmeira das Missões, maior produtor de milho do estado, a evolução da temperatura para os próximos 30 dias mostra temperaturas mais baixas no fim do mês, mas chega até os 6 °C, que é uma temperatura que não preocupa em termos de geada.

Segundo Celso, existe um risco para a metade sul do estado e para a região de serra. Mas, de forma geral, nas áreas majoritárias de trigo e milho, a expectativa é que não ocorra mais frio intenso.

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Conteúdo com informações do Canal Rural/Somar.

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