Fertilizantes: Brasil importa cerca de 1 milhão de toneladas de nitrato de amônio por ano; controle é feito pelo Exército

  • 12/08/2020
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Fertilizantes Agrícolas

O nitrato de amônio, produto apontado como possível responsável pela explosão ocorrida em um terminal portuário do Líbano na última semana, é matéria-prima de um fertilizante comum na agricultura brasileira, utilizado há pelo menos 50 anos, especialmente na produção da cana-de-açúcar, frutas e hortaliças. Apesar disso, ele está longe de ser o adubo mais usado pelo produtor rural. Confira:

O Brasil é um dos líderes na produção mundial de alimentos, e a demanda dos agricultores é muito maior do que o país consegue produzir de nitrato (cerca de 500 mil toneladas por ano) e outros fertilizantes agrícolas. Com isso, a maior parte dos adubos químicos precisa ser importada.

Segundo levantamento feito pela consultoria especializada em agronegócio StoneX, o Brasil importou cerca de 1,2 milhão de toneladas de nitrato de amônio em 2019, cerca de 3% do que o país utiliza de fertilizantes. Nos 10 últimos anos, o volume variou acima do 1 milhão de toneladas, e o principal fornecedor tem sido a Rússia.

Hideraldo José Coelho, coordenador de fertilizantes agrícolas do Ministério da Agricultura, diz que, normalmente, o nitrato de amônio que é misturado na produção de fertilizantes tem uma concentração pequena, de 10% a 15%, o que diminui o risco de explosão no campo.

Se a concentração de nitrato for maior que 70%, aí a responsabilidade passa a ser do Ministério da Defesa.

"Tem algumas culturas que utilizam o nitrato puro, mas são aquelas de grande valor agregado, como hortaliças e frutas, mas ele é vendido em pequenas quantidades, em embalagens de cerca de 25 kg. Neste caso, todo o controle é feito pelo Ministério da Defesa", explica.

Por causa de seu potencial explosivo, o controle da chegada do nitrato de amônio no Brasil é feito pelo Exército, que define as condições de transporte, manipulação e armazenamento do produto.

Já ao Ministério da Agricultura cabe a fiscalização da venda de fertilizantes e da checagem de critérios de qualidade e padronização do insumo.

Algumas das regras do Exército para transportar explosivos no Brasil são ter uma segurança contra roubos e furtos nos pontos de parada e de apoio, e acompanhamento de escolta armada.

Além disso, o veículo precisa ser de carroceria fechada tipo baú ou em equipamento tipo container; ter comunicação eficaz com a empresa responsável pelo transporte; sistema de rastreamento em tempo real e um botão de pânico, com ligação direta com a empresa responsável pelo transporte.

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Conteúdo produzido com informações do G1. Agro.

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