Café – Balanço Semanal: Em 15 dias café arábica registra queda de quase 9% nos indicadores

  • 18/06/2020
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  • Categoria(s): Mercado do Café |

Cotação do Café

A comercialização do café no mercado brasileiro apresentou significativas reduções nos últimos dias, muito influenciado pela queda do dólar, que elevou a cotação do produto no mercado de exportação e também, por fatores externos que fizeram o grão registrar perdas também no exterior. Confira:

Café Arábica

De acordo com o boletim da Conab, a situação no mercado do café no Brasil foi muito parecida com a da semana passada, quando o dólar novamente flutuou no campo negativo, encerrando o período com forte baixa de 4,08%. Da mesma forma, o mercado futuro de Nova Iorque também operou no vermelho. Com isto, os valores de comercialização do café no mercado brasileiro apresentaram significativas reduções. A queda só não foi maior porque, exclusivamente, na sexta-feira o dólar operou no campo positivo registrando uma significativa alta de 3,02%, o que ajudou em parte a amenizar maiores quedas nas cotações dos cafés, arábica e conilon.

Diante deste cenário, a cotação média do café arábica Tipo 6 bebida dura para melhor registrou mais uma expressiva queda de 4,04%, com o valor da saca retroagindo ao patamar médio de R$ 481,25/sc.

Café Conilon

Quanto ao café conilon, cujas cotações até quinze dias atrás vinham se mantendo firmes, novamente esta semana (a segunda consecutiva) recuaram, sendo comercializado pelos produtores pelo valor médio de R$ 315,50/sc, contra R$ 321,50 observado no período anterior.

Assim, a semana foi bastante negativa para o mercado de café, que teve baixo volume de negócios realizados, isto porque os preços ofertados pelos pretensos compradores não encontram ressonância entre os produtores. Estes, por sua vez, preferem centrar as atenções nos trabalhos de colheita e beneficiamento do produto em andamento.

Com os atuais níveis de preços, muitos produtores preferem ficar fora do mercado. Para cobrir despesas de colheita e beneficiamento, alguns cafeicultores estão considerando a possibilidade de fazer antecipação da entrega de produto comercializado. Daqui para frente, poderão contar com recursos do Funcafé para fazer frente às despesas de colheita e até realizar estocagem do produto.

Com esta retaguarda financeira, os cafeicultores poderão ainda escolher vender o produto em momentos de repiques de alta ou ainda aguardar com maior tranquilidade a melhora dos preços em um futuro próximo.

Café Mercado Externo

De forma consecutiva os contratos do café arábica negociados na bolsa Ice em Nova Iorque recuaram nos cinco dias da semana. Em alguns momentos o mercado chegou a ensaiar movimentos de alta em busca da resistência técnica de US$ 100,00/saca. Contudo, o lado fundamental está pressionando os mercados físico e futuro do café. Momentaneamente, a demanda se encontra estável, mas a perspectiva de oferta futura do produto é elevada se considerar que as atuais estimativas de produção elaborada por diversas entidades apontam para um volume recorde no Brasil em 2020.

Neste sentido, os agentes internacionais monitoram com bastante interesse o andamento dos trabalhos de colheita de café no Brasil (onde aproximadamente 30% da produção já foi colhida), que se encontra atrasado em relação aos anos anteriores (devido a diversos fatores tais como, regras protocolares por conta da Cofid-19, dificuldade de contratação de mão de obra e maturação retardada frutos em grande parte das regiões produtoras). Contudo, segue firme, já que as condições climáticas (sem a ocorrência de geadas e chuvas no momento), vem favorecendo o andamento dos trabalhos.

Nem mesmo a desvalorização do dólar ocorrida de segunda a quinta-feira foi suficiente para dar suporte aos preços do café arábica no mercado de Nova Iorque, que encerrou a semana com queda de 1,62% e média de US$ 96,93/saca.

Quanto ao café conilon/robusta, o mercado esboçou comportamento diferenciado do arábica ao finalizar a semana com alta de 1,73% na cotação, que elevou a média dos contratos com vencimento em julho/20 para US$ 1.214,40/ton. O suporte para o incremento dos preços veio da desvalorização do dólar e de movimentos de cobertura de posições.

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