Café Balanço Semanal: Preço do café é o pior em quatro meses

  • 04/06/2020
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  • Categoria(s): Mercado do Café |

Cotação do Café

A cotação do café arábica recuou fortemente no mês de maio, seguindo o comportamento da Bolsa de Nova Iorque, da forte queda do dólar e de uma incerteza em relação a demanda mundial. Sendo assim, os indicadores registrados atualmente no mercado doméstico são os piores em quatro meses. Veja mais:

Café Arábica

Após atingir grandes picos de preço, sendo cotado a R$ 597,52 saca (08/05), um dos melhores indicadores desde fev/2017, o preço do café arábica fechou o mês de maio com queda de quase 11% na variação mensal e entrou em junho registrando cotações cada vez menores.

Na terça-feira (02), o preço da saca contabilizou R$ 502,31 no Cepea/Esalq, sendo o pior índice desde o mês de fevereiro de 2020. Considerando a variação semanal, este indicador corresponde a uma depreciação de 10,15% nos preços quando comparado ao índice registrado em 26/05, que valia R$ 559,06/saca.

Levando em conta o período da última semana fechada (de 25 a 29 de maio), o preço médio do café semanal ficou em R$ 543,93/saca com queda de 6% ante a semana anterior.

A cotação doméstica do café arábica teve forte oscilação nos últimos dias, impulsionada pela queda no dólar, aproximação do alto da colheita de café no Brasil, que deve aquecer a oferta do grão no mercado e a sua desvalorização no mercado internacional.

Segundo a Secex, as exportações do café em maio/20 contabilizaram 215,95 mil toneladas com aumento de 10% comparado ao registrado no mesmo período do ano anterior que havia sido de 197,00 mil toneladas.

A média diária nos 20 dias úteis de maio ficou em 10,798 mil tons/dia com incremento de 20,58% ante o mês de maio/19.

A receita com as exportações de café cresceram 17,6% em maio/20 comparado ao mesmo mês do ano anterior, graças a valorização do dólar ante ao real, que favoreceu uma margem maior de receita. O total registrado nas exportações ficou em US$ 518,817 milhões.

Café Conilon

As cotações do café robusta também recuaram em maio, porém, em menor intensidade que as do arábica, de acordo com pesquisadores do Cepea.

A queda nos valores do robusta também esteve atrelada aos recuos do dólar e das cotações externas do grão e ao avanço da colheita da safra 2020/21 no Brasil.

Neste mês de junho, o preço do café conilon já iniciou registrando perdas, sendo cotado a R$ 342,76/saca em 02/06, com recuo de 0,99% na variação diária e queda de 3,35% na variação semanal.

A média da última semana ficou em R$ 350,34/saca com retração de 2,35% ante a semana anterior.

Tanto café conilon, quanto arábica, tiveram seus negócios impactados com esta retração do mercado, dado o cenário desfavorável para o segmento. Sendo assim, o volume dos neg´cios tiveram grande retração, fazendo com que neste momento, os produtores se concentrem mais nas atividades das lavouras.

Café Mercado Externo

Apesar da alta do petróleo ter favorecido em certo momento a cotação do café, e um maior otimismo na reabertura do comércio em alguns países, pós-pico da pandemia do coronavírus também haver impulsionado o preço do grão no mercado externo, os indicadores ainda fecharam em queda no último mês.

Segundo a OIC (Organização Internacional do Café), o preço médio do café caiu 4,1% em maio, atingindo uma média de US$ 104,45/lp.

Os envios globais nos primeiros sete meses do ano cafeeiro de 2019/2020 caíram 3,8%, para 72,78 milhões de sacas. As exportações da África aumentaram 7%, para 7,66 milhões, e da Ásia e Oceania aumentaram 0,6%, para 23,62 milhões de sacas, em outubro de 2019 a abril de 2020. Durante o mesmo período, os embarques da América Central e do México diminuíram 4,9%, para 8,77 milhões de sacas, e da América do Sul em 8,6%, para 32,74 milhões de sacas.

Em 2019/2020, o consumo mundial de café está estimado em 166,06 milhões de sacas, 0,5% a mais que em 2018/2019. Embora vários países tenham começado a reabrir lentamente atividades não essenciais, a OIC prevê que o consumo de café fora de casa permaneça fraco por algum tempo. Além disso, diz que a perda de empregos pode diminuir a demanda, principalmente para consumidores não habituais.

A produção anual em 2019/2020 é estimada em 167,91 milhões de sacas, o que poderia exceder o consumo em 1,85 a 3,42 milhões de sacas, dependendo do impacto da covid-19.

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