Arroz Balanço Mensal Maio/20: Preço do Arroz no Brasil salta 11% no último mês e registra recorde

  • 02/06/2020
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  • Categoria(s): Mercado de Arroz |

Cotação do Arroz

A média mensal no preço do arroz registrada pelo Cepea/Esalq em maio ficou em R$ 60,72/saca com alta de 10,92% comparado a média obtida no mês anterior. O valor é um recorde histórico para os orizicultores. Desde o ano de 2016 que bons preços não eram registrados para o cereal. Inclusive, no ano passado, muitos produtores sinalizaram quebra, devido a baixa no preço do produto, sendo necessária a intervenção de políticas agrícolas e de seguro rural, como forma de compensar as perdas. Mas parece que neste ano, a alta de manda e o alto custo do arroz importado, favoreceram o produto brasileiro. Veja mais:

Arroz Brasil

O mês de maio encerrou com um grande salto no preço do arroz brasileiro, que fechou registrando alta de quase 11% no Esalq/Senar-RS, registrando a média com recorde histórico de 60,72/saca.

Na maior parte do mês, a cotação do arroz operou com ganhos, tendo iniciado o primeiro dia útil de maio  (04/05) em R$ 57,74/saca e fechando a última sexta (29/05) a R$ 62,51/saca, com uma variação positiva de 8,26%.

Na ultima semana, mesmo com o dólar apresentando recuo, forte balizador de mercado, os indicadores se mantiveram com uma média semanal de R$ 62,73/saca com valorização de 1,41% ante a semana anterior.

No preço pago ao produtor, as principais regiões comercializadoras também apresentaram alta nos preços.

No Rio Grande do Sul, a cotação do arroz subiu 11,90% em um mês, fechando a R$ 60,29/saca. Em Santa Catarina, os preços subiram 7,05% na variação mensal, tendo como média estadual a cotação de R$ 56,04/saca no último dia de maio (29/05).

A região Sul do Brasil compreende mais de 80% da produção brasileira de arroz e mesmo com a oferta aquecida, por conta da colheita recém-finalizada, a demanda seguiu com bastante vigor, o que ajudou os preços a se manterem em bons patamares.

De acordo com a Emater-RS, a safra de arroz gaúcho está encerrada e em geral, os grãos colhidos apresentaram boa qualidade e bom rendimento. A produção atingiu 7,581 milhões de toneladas e uma produtividade média de 8,030 quilos por hectare.

Além de uma demanda mais aquecida no Brasil, por conta da alta no consumo de arroz pelas pessoas que continuam a cumprir isolamento social, a alta no arroz importado, devido a valorização do dólar ante ao real, também torna o produto mais atrativo nas aquisições domésticas. Este cenário também está atrelado a valorização do produto no mercado externo, que será abordada a seguir.

Arroz Mercado Externo

Com a valorização da moeda local e a menor oferta, em virtude da seca na safra de inverno, a Tailândia segue com preços menos competitivos dos que seus concorrentes diretos no mercado internacional (Índia e Vietnã).

Ainda em relação a Tailândia, o país tem trabalhado na expansão da produção de arroz orgânico, buscando um mercado que tem apresentado altos valores de comercialização e uma demanda forte e com potencial de crescimento.

Para isso, recentemente o país registrou uma Denominação de Origem Controlada (DOC) e, com isso, espera-se agregar valor na comercialização do grão. O projeto de promoção do mercado de orgânico inclui plataforma digital para que haja maior transparência e rastreabilidade do processo produtivo.

No último mês, o preço do arroz no mercado externo atingiu um salto de 22,5% de alta na Bolsa de Chicago, especialmente para os contratos de curto prazo.

Os futuros de julho/20 passaram de US$ 14,79/saca em 30/04 para US$ 18,12/saca em 29/05.

A média mensal ficou em US$ 15,86/saca em maio contra os US$ 14,51/saca registrados em abril, resultado numa valorização de 9,30%.

Segundo o último relatório de oferta e demanda do USDA (WASDE), a estimativa da produção de arroz safra 2018/19 deve ficar em 496,46 milhões de toneladas, que somados ao estoque inicial de 164,12 milhões de tons, renderiam uma oferta de 660,58 milhões de toneladas. A demanda total ficou projetada em 483,83 milhões de tons, onde os estoques finais contabilizariam 176,74 milhões de toneladas.

Neste mesmo relatório o USDA informou a primeira previsão da safra de arroz 2019/20 que deve ficar em 493,79 milhões de toneladas (queda de 0,53% ante a safra anterior), e uma demanda de 490,19 milhões de tons (aumento de 1,31%), resultando em um estoque final de 180,35 milhões de toneladas (incremento de 2,04%). Este resultado se daria por conta de uma alta nos estoques finais da safra anterior.

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