Destaques da Economia Brasileira (25 a 29/05): Dólar registra alta após sete dias consecutivos de queda. Economia global mostra primeiros sinais de recuperação

  • 29/05/2020
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

Economia Brasileira

A semana foi marcada por uma boa sinalização da tentativa de recuperação da economia global diante da pandemia do coronavírus, com a reabertura do comércio em diversos países que já passaram pelo período de pico do coronavírus. Com isso, o mercado financeiro reagiu de forma positiva, fazendo com que a Bolsa de Valores de diversos países se valorizasse na semana e reduzindo o preço do dólar, até mesmo em países emergentes como o Brasil. Veja mais destaques:

Economia Brasileira

Dólar fecha em alta, após registrar sete dias de quedas consecutivas: A quinta-feira (28) foi marcada pelo aumento na cotação do dólar no câmbio brasileiro, após sete dias de consecutivas quedas. A moeda americana registrou ao final do dia a cotação de R$ 5,386 com valorização de 1,954% na variação diária. Na variação semanal, porém, o indicador ainda é queda em 3,21%, visto que no dia 21/05 o dólar estava em R$ 5,5224.

Taxa de desemprego sobe para 12,6% em abril: Segundo dados do IBGE, a pandemia do novo coronavírus fez com que quase 5 milhões de brasileiros perdessem o emprego. As demissões foram recordes em sete dos dez grupos de atividades econômicas, com destaque para o comércio, a indústria, a construção e os serviços domésticos. Os mais afetados foram os trabalhadores informais: de todos que perderam emprego, 76% trabalhavam na informalidade. Ao Estadão, Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, disse que o mês de abril teve um desempenho “totalmente atípico de tudo que já vimos na série histórica”. “De fato o isolamento social tem um peso bastante importante na resposta desses movimentos (no mercado de trabalho)”, afirmou.

Confiança dos serviços sobe após recorde negativo: A confiança do setor de serviços mostrou recuperação entre abril e maio, após registrar o pior desempenho da série histórica iniciada em 2008 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A confiança subiu de 51,1 para 60,5 pontos no período, o que representa retomada de 21,7% nas perdas registradas nos últimos dois meses. Segundo análise da FGV, a melhora sugere uma "redução do pessimismo", ainda que não seja possível enxergar uma recuperação robusta no setor devido ao alto grau de incerteza sobre a pandemia. Com a melhora geral na confiança, as expectativas de contratação no setor também subiram. Após atingir a mínima histórica de 42,3 pontos em abril, o indicador ficou em 49,5 pontos em maio.

Taxa de pobreza deve crescer em 2020: Segundo David Malpass, presidente do Grupo Banco Mundial, a crise econômica desencadeada pelo coronavírus deve empurrar 60 milhões de pessoas à pobreza. Seria o primeiro registro de crescimento da taxa de pobreza desde 1998. Em evento virtual organizado pela ONU, o economista reiterou que a instituição tem atuado com o FMI para "abordar os desafios econômicos" atuais. Segundo ele, há planos para elaborar programas de apoio financeiro a países emergentes.

Agronegócio Brasileiro e Balança Comercial

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço, dos resultados na 3ª semana de Maio de 2020, a balança comercial registrou déficit de US$ -0,701 bilhões e corrente de comércio de US$ 9,389 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,344 bilhões e importações de US$ 5,045 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 13,829 bilhões e as importações, US$ 11,044 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,785 bilhões e corrente de comércio de US$ 24,872 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 81,19 bilhões e as importações, US$ 66,604 bilhões, com saldo positivo de US$ 14,586 bilhões e corrente de comércio de US$ 147,794 bilhões.

Nas exportações dos produtos agrícolas, a Secex informou que:

As exportações de café torrado contabilizaram um volume de 51,83 mil toneladas na terceira semana de maio, com aumento de 7,72% no volume comparado a semana anterior. A média diária ficou em 11,338 mil tons com redução de 4,11% comparados com a semana passada e incremento 26,62% ante ao mesmo período do ano anterior.

A soja em grãos obteve um volume 3,44 milhões de toneladas na terceira semana de maio, com queda de apenas 0,02% comparado com o resultado da segunda semana. A média diária ficou em 815,79 mil tons, com queda de 7,23% ante a semana anterior e alta de 79,24% diante do volume médio diário da mesma época de 2019.

Na exportação do milho, a Secex informou a movimentação de somente 1,027 toneladas no período, a média diária acumulada das primeiras três semanas de maio passou a ser 1,512 tons com queda de 30,17% ao resultado médio diário da semana anterior e redução de 96,52% comparada com o volume médio registrado em maio/19.

Economia Mundial

Economia global mostra primeiros sinais de recuperação: Lentamente, mas em meio à incerteza, a economia mundial emerge da hibernação imposta pelo coronavírus. Como governos relaxam medidas que fecharam empresas e permitem que consumidores viajem e comprem novamente, indicadores de dados de alta frequência e confiança sugerem cada vez mais que a pior recessão global desde a Grande Depressão atingiu um piso.

Segundo um novo conjunto de indicadores de atividade diária da Bloomberg Economics, quase todas as economias monitoradas registraram retomada da atividade desde o fim de março e início de abril, embora nenhum país ainda esteja próximo dos níveis pré-vírus. Alemanha, Japão e França estão entre os que mais recuperam, a atividade na Espanha e Reino Unido continua relativamente fraca.

Na China, o epicentro original do vírus, os primeiros indicadores de maio sugerem que a recuperação econômica continua. Os índices oficiais dos gerentes de compras devem mostrar avanço, com forte retomada do setor de serviços, de acordo com a Bloomberg Economics.

Nos EUA, alguns sinais são evidentes. A maioria dos indicadores do mais recente painel semanal da Bloomberg Economics de dados de alta frequência, alternativos e baseados no mercado, mostra uma leve, mas constante melhora em relação a níveis extremamente baixos. Os dados incluem pedidos de seguro-desemprego, solicitações de hipotecas e viagens aéreas e em transporte público. Viagens aéreas e reservas em restaurantes também estão aumentando, embora ainda estejam muito abaixo dos picos.

Quanto à Europa, o relaxamento das restrições também permite a recuperação das economias. As lojas começam a reabrir, assim como restaurantes em muitos países, e dados de alta frequência que medem desde a mobilidade das pessoas a reservas de restaurantes mostram o início de uma retomada. Alguns indicadores de confiança e atividade também se estabilizaram após queda nos dois meses anteriores, reforçando a ideia de que a economia da zona do euro está no auge da crise.

Apesar da retomada da atividade, a maioria dos economistas descarta a ideia de recuperação em forma de V."Existe divergência entre Wall Street e a 'Main Street', disse Nouriel Roubini, professor da NYU Stern School of Business, à Bloomberg Television, em referência ao contraste entre as perspectivas do mercado financeiro e a realidade das empresas. "A recuperação será anêmica. Algo como um U”.

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