Arroz - Balanço Mensal: Preço do arroz encerra o mês de abril com 10% de alta

  • 05/05/2020
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  • Categoria(s): Mercado de Arroz |

Cotação do Arroz

O aumento da demanda interna e a alta do dólar foram os principais fatores que fortaleceram o preço da commoditie que registrou aumento médio de 10% no mês de abril e já entrou em maio atingindo máximas históricas no Esalq/Senar-RS. Já no mercado externo, os indices fecharam com aumento de 22%. Confira os dados do balanço:

Mercado do Arroz no Brasil

A cotação do arroz apresentou alta para as principais regiões comercializadoras no mês de abril, fechando com uma média mensal de R$ 54,74/saca no Esalq/Senar-RS, ou seja, uma valorização de 10% comparado com a média mensal de março que foi de R$ 49,78/saca.

O maior preço atingido no mês foi registrado no dia 30/04 batendo R$ 57,22/saca com uma valorização na variação dos últimos 30 dias de 10,21%. Este índice só perdeu para o preço observado no fechamento desta segunda-feira (04/05) que foi de R$ 57,74/saca.

A valorização do dólar ante ao real, tem tornado o arroz brasileiro vantajoso para as exportações e com isso, o mercado interno que também está com alta demanda do produto, tem competido pelo produto, o que faz elevar ainda mais os índices do cereal.

Mesmo no Rio Grande do Sul, onde a colheita de arroz já está chegando ao seu estágio final, com 95% das áreas colhidas, o preço segue valorizado. Segundo a Emater-RS a cotação do arroz gaúcho ficou em R$ 53,88/saca de 50 kg no último dia de abril, apresentando uma valorização de 8,98%.

A tendência das cotações para o mês de maio é de um pouco menos de força nos preços, por conta de um arrefecimento na demanda por parte dos consumidores finais, que elevaram seus estoques de arroz durante a quarentena nos meses de março e abril, mas ainda assim, existe uma forte necessidade de reposição pelo setor atacadista, na manutenção dos estoques, que pode ainda manter os preços em firmes patamares.

Arroz Mercado Externo

No mercado externo, o aumento da demanda de arroz, especialmente pela China, que se recupera aos poucos da pandemia do coronavírus, elevou drasticamente a cotação do cereal, que atingiu uma alta de 22% em abril na Bolsa de Chicago.

Somente na última semana é que a demanda se mostrou um pouco mais retraída, mas mesmo assim, o mercado tailandês sinalizou alta nos preços, já que a oferta de arroz no país se encontra limitada, reflexo da menor safra de inverno em função da restrição hídrica local iniciada em novembro de 2019. A expectativa é que a seca dure até julho, porém, chuvas pontuais ao longo do mês de abril nas províncias produtoras de arroz aumentou o otimismo de que escassez hídrica possa se encerrar antes.

Na Índia, preço atingiu o maior patamar dos últimos nove meses com o aumento da demanda africana e a dificuldade de concretização de novos negócios em virtude do lockdown nacional imposto pelo governo indiano.

Em Blangladesh, apesar da preocupação com a disponibilidade de mão de obra para colheita da safra de verão, a estimativa é que haja um ameno incremento produtivo de 0,51%. Ressalta-se que a todos os custos ligados a cadeia produtiva de arroz local valorizaram, após a intensificação da pandemia.

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