Destaques da Economia (de 20 a 24/01)

  • 24/01/2020
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Economia Brasileira

Durante essa semana o Ministério do Trabalho informou que em 2019 o Brasil criou 644 mil empregos formais, sendo o melhor resultado em 6 anos. Por outro lado, o combate a corrupção não avançou no último ano, o que afasta os investidores do mercado. Com relação a economia internacional, em Davos, a OCDE espera lançar um imposto digital para recolhimento de taxações especialmente nas gigantes tecnológicas do setor, como Google e Amazon. Confira esses e outros destaques:

Economia Brasileira

Brasil cria 644 mil empregos formais em 2019, melhor resultado em 6 anos: O número resulta da diferença entre as contratações, que totalizaram 16.197.094 no último ano, e as demissões – que totalizaram 15.553.015 pessoas. Esse foi o segundo ano seguido de geração de vagas formais e, também, o melhor resultado desde 2013 – quando foram criados 1,117 milhão de empregos com carteira assinada. Pra a economia brasileira, os dados são bem otimistas, já que este, é o maior número de vagas formais abertas em seis anos.

Brasil não avançou no combate à corrupção em 2019: O Brasil piorou pelo 5º ano seguido em ranking de percepção da corrupção, segundo a organização Transparência Internacional. Em uma escala que vai de 0 (país percebido como muito corrupto) a 100 (muito íntegro), o Brasil obteve nota 35 e caiu uma posição em relação ao ano passado, ocupando o 106º lugar da lista. O índice analisa aspectos como propina, desvio de recursos públicos, burocracia excessiva e nepotismo. A corrupção tem um custo alto para o país, já que afasta investidores e prejudica o aumento da renda per capita, afetando diramente a economia brasileira. Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostrou que o brasileiro trabalha, em média, 29 dias por ano somente para pagar a conta da corrupção e que ela consome 8% de tudo que é arrecadado no país.

BB estuda parceria com fintechs: De olho na digitalização dos serviços bancários, o Banco do Brasil estuda expandir parcerias e investir na compra de participação em fintechs, inclusive de fatias minoritárias. Segundo informações do jornal “Valor Econômico”, o banco tem interesse em se aproximar de startups que não ofereçam apenas soluções para o cliente final, mas também daquelas que prestem serviços de "backoffice" para simplificar processos internos no banco. O BB também estuda formas de aumentar seu poder de atração de jovens talentos da área de tecnologia. Uma possibilidade seria a criação de concursos com carreiras específicas na área de TI, hoje inexistentes no banco.

Investimentos em startups crescem 80%: De acordo com levantamento da consultoria de inovação Distrito publicado no Estadão, as empresas de tecnologia do país receberam US$ 2,7 bilhões em aportes em 2019. Trata-se de um crescimento de 80% na comparação com 2018, quando os investimentos totalizaram US$ 1,5 bilhão. Ainda segundo o estudo, 260 rodadas de investimento foram realizadas no ano – crescimento de 8,3% na comparação com 2018. Nesse quesito, o recorde ainda é de 2017, quando aconteceram 263 investimentos no país, levantando US$ 905 milhões.

Agronegócio e Balança Comercial

A Secex informou por meio do seu relatório semanal da balança comercial de que o agronegócio destinou ao mercado externo até a terceira semana de janeiro: 1.514,1 mil sacas de café em grãos (exportação de 568,4 mil sacas na 3ª semana) , 761,2 mil toneladas se soja em grãos (exportação de 326,5 mil tons na 3ª semana), 933,6 mil toneladas de açúcar em bruto (exportação de 383,1 mil tons na 3ª semana) e 1.357,2 mil toneladas de milho em grãos (exportação de 685,2 mil tons na 3ª semana, mais do que o acumulado nas primeiras duas semanas do mês).

A média das exportações da 3ª semana chegou a US$ 504,8 milhões, 44,1% abaixo da média de US$ 903,3 milhões até a 2ª semana, em razão da diminuição nas exportações das três categorias de produtos: semimanufaturados (-49,1%, de US$ 141,5 milhões para US$ 72,0 milhões, em razão de semimanufaturados de ferro ou aço, celulose, ouro em formas semimanufaturadas, couros e peles, ferro-ligas); básicos (-43,3%, de US$ 453,7 milhões para US$ 257,3 milhões, por conta de minério de ferro, petróleo em bruto, algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango, minério de cobre) e manufaturados (-43,0%, de US$ 308,1 milhões para US$ 175,5 milhões, em razão, principalmente, de aviões, álcoois acíclicos e seus derivados halogenados, óleos combustíveis, máquinas e aparelhos para terraplanagem, óxidos e hidróxidos de alumínio).

Nas exportações, cresceram as vendas de produtos básicos (+0,4%, de US$ 370,5 milhões para US$ 371,9 milhões, por conta, principalmente, de algodão em bruto, carnes bovina, suína e de frango, minério de ferro, petróleo em bruto).

Nas importações, diminuíram os gastos, principalmente, com aeronaves e peças (-34,6%), adubos e fertilizantes (-31,4%), combustíveis e lubrificantes (-17,9%), cereais e produtos da indústria da moagem (-16,3%), veículos automóveis e partes (-7,6%).

Economia Internacional

OCDE quer lançar imposto digital global para taxar gigantes de tecnologia: O secretário-geral da Organização para o Desenvolvimento Econômico e Cooperação (OCDE) , Angel Gurria, disse nesta quinta-feira (23) que espera lançar as bases para um imposto digital internacional sobre gigantes de tecnologia, que poderá entrar em vigor ainda em 2020, aquecendo a economia global. A possibilidade de um acordo internacional para taxar gigantes da tecnologia dos Estados Unidos , como Amazon , Google , Apple e Facebook , é sensível, já que os países ameaçam fazê-lo sozinhos e a Europa está dividida sobre o assunto.

“É possível. Acredito que existem condições para lançar as bases de um acordo este ano que poderá ser aprovado e entrar em vigor ainda em 2020”, disse o secretário-geral da OCDE em entrevista à Agência France Presse, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Em Davos, a vice-presidente do Google , Ruth Porat, apoiou as negociações supervisionadas pela OCDE, com sede em Paris, que agrupa economias avançadas. “Somos muito francos: apoiamos a iniciativa da OCDE”, disse ela.

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