Destaques da Economia Brasileira (de 09 a 13/12)

  • 13/12/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Economia Brasileira

Durante essa semana o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu novamente a taxa de juros Selic que atualmente ficou em 4,5% ao ano. De acordo com especialistas, esse índice deve continuar em 2020. A Ibovespa atingiu um novo recorde de 112.000 pontos por conta da proximidade de acordo comercial entre EUA e China e também, pelos dados da economia brasileira. Na balança comercial a 1ª semana de dezembro fechou com um superávit e a média de exportações no período superou em 5% os resultados no ano de 2018. Confira mais destaques:

Economia Brasileira

Taxa básica de juros cai para 4,5% ao ano: O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa básica de juros de 5% para 4,5% ao ano. A quarta queda consecutiva, já esperada pelo mercado, leva a Selic a uma nova mínima histórica. Em comunicado, o órgão do Banco Central afirma que a economia brasileira “ganhou tração” e que “supõe que essa recuperação seguirá em ritmo gradual”. O Copom não sinalizou a possibilidade de um novo corte na Selic, o que pode sugerir o fim do atual ciclo de corte dos juros, mas afirmou que seus próximos passos “continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.  

Ibovespa atinge novo recorde: A Bolsa de São Paulo superou nesta quinta-feira (12), pela primeira vez, o limiar de 112.000 pontos, e o real se valorizou em relação ao dólar, em um ambiente de otimismo global pela perspectiva de um acordo comercial entre China e EUA e bons dados sobre a economia brasileira. O índice Ibovespa fechou nos 112.199 pontos, com uma alta de 1,11% na comparação ao fechamento da véspera. Durante a sessão, chegou a atingir os 112.444 pontos. A onda de compras foi global e disparou depois de o presidente Donald Trump ter afirmado que Estados Unidos e China estavam "muito perto" de um "grande acordo", a três dias da aplicação de novas tarifas anunciados por parte de Washington contra produtos do país asiático. A tendência foi reforçada com "o bom momento econômico brasileiro" e após a decisão do Banco Central de reduzir, ontem, sua taxa básica, a Selic, para 4,50%, um mínimo histórico.

Setor de serviços tem melhor outubro em 7 anos: O setor de serviços cresceu 0,8% em outubro na comparação com setembro, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o melhor resultado para o mês desde 2012, quando registrou alta de 1%. Entre as cinco atividades pesquisadas, quatro tiveram desempenho positivo — com destaque para o setor de serviços de informação e comunicação, que avançou 1,8%. Segundo o IBGE, o crescimento desse segmento foi impulsionado pelo aumento da receita de provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet, portais e empresas que prestam consultoria e suporte técnico, bem como outros serviços ligados ao setor de TI.

Governo veta distribuição de 100% do lucro do FGTS: O governo federal decidiu vetar a distribuição de 100% do lucro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) entre os trabalhadores. A ampliação integral do repasse constava da medida provisória original proposta pela equipe econômica, que também liberou saques anuais do FGTS. Com a decisão, deve voltar a prevalecer a regra antiga de distribuição dos 50% do lucro com os cotistas, definida em 2017 pelo governo Michel Temer. Como a medida provisória tem vigência imediata, em 2019 os cotistas já receberam o correspondente à partilha de 100% do resultado, o que totalizou R$ 12,2 bilhões.

Agronegócio e Balança Comercial

De acordo com a Secretaria Especial de Comercio Exterior e Assuntos Internacionais (Secex) em relatório divulgado no início da semana (09), na primeira semana de dezembro de 2019, com 5 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,646 bilhão e corrente de comércio de US$ 8,500 bilhões, resultados de exportações no valor de US$ 5,073 bilhões e importações de US$ 3,427 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 210,936 bilhões e as importações, US$ 168,216 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,720 bilhões e corrente de comércio de 379,152 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias diárias até a 1ª semana de dezembro/2019 (US$ 1,015 bilhão) com a de dezembro/2018 (US$ 967,3 milhões), houve crescimento de 4,9%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+13,0%, de US$ 486,7 milhões para US$ 550,2 milhões por conta de petróleo em bruto, milho em grãos, carnes bovina, suína e de frango, algodão em bruto, farelo de soja) e semimanufaturados (+0,3%, de US$ 131,3 milhões para US$ 131,7 milhões em razão de açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, mates de cobre, ferro-ligas, catodos de cobre). Por outro lado, caiu a venda de produtos manufaturados (-4,7%, de US$ 349,2 milhões para US$ 332,7 milhões, por conta de produtos laminados planos de ferro/aço, partes de motores e turbinas para aviação, óxidos e hidróxidos de alumínio, polímeros plásticos, bombas, compressores e partes). Relativamente a novembro/2019, houve aumento de 15,3%, em virtude da expansão nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+22,4%, de US$ 449,6 milhões para US$ 550,2 milhões); semimanufaturados (+12,9%, de US$ 116,6 milhões para US$ 131,7 milhões) e manufaturados (+6,1%, de US$ 313,6 milhões para US$ 332,7 milhões).

Economia Internacional

Estados Unidos: O Federal Reserve (Fed) manteve suas principais taxas de juros, nesta quarta-feira (11), mas disse que estará atento à baixa inflação e aos acontecimentos da economia mundial. Em sua última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária da entidade (FOMC) manteve as taxas, tal como se esperava, em uma faixa entre 1,5% e 1,75%, estabelecida após o terceiro corte do ano, decidido em outubro. Desta vez, a decisão foi tomada por unanimidade, após várias reuniões do FOMC, nas quais um, ou vários, de seus integrantes estiveram em desacordo com a maioria. É improvável que a decisão satisfaça o presidente Donald Trump, que reiteradamente pressiona o Fed e seu diretor, Jerome Powell, para que as reduza a zero de forma a estimular a economia dos Estados Unidos. A decisão foi um sinal de que os membros da entidade, que reiteradamente disseram que mudariam de rumo, se necessário, estão monitorando o atraso econômico mundial e a persistente falta de pressões sobre os preços, o que abre a porta a novos movimentos das taxas. Trump afirma que os Estados Unidos estão em desvantagem perante economias com taxas menores e inclusive negativas.

China: A inflação na China atingiu 4,5% em novembro, seu nível mais alto desde 2012, devido principalmente ao aumento dos preços da carne suína, de acordo com estatísticas oficiais publicadas nesta terça-feira (10). Os especialistas entrevistados pela Bloomberg esperavam um aumento menos pronunciado (4,3%). O preço da carne de porco, a carne mais consumida no país, mais que dobrou (110,2% ano a ano, após 101,3% em outubro), anunciou o Departamento Nacional de Estatísticas. Oficialmente, mais de um milhão de porcos morreram ou foram abatidos desde que a epidemia foi declarada, mas esse número pode ser altamente subestimado, segundo vários analistas.  O índice de preços de saída da fábrica caiu em -1,4% em novembro na comparação anual, ante -1,6% em outubro. As previsões de um grupo de analistas entrevistados pela Bloomberg, no entanto, apostam em uma queda maior (-1,5%).

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