MAPA cria comissão técnica para debater ações preventivas à peste suína africana

  • 03/12/2019
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  • Categoria(s): Notí­cias Populares |

A comissão foi instituída por meio da Portaria 273, assinada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção ao vírus da peste suína africana (PSA). Segundo informações do Ministério da Agricultura, a primeira reunião está prevista ainda para este ano,  quando os integrantes deverão avaliar medidas já adotadas até o momento, definir reforços necessários para intensificar a prevenção, principalmente nos pontos de ingresso de bagagens e equipamentos, além de estipular ações para incentivar a participação da sociedade.

A comissão técnica será coordenada pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, com a participação das entidades de criadores: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Outros integrantes deverão ser incorporados à essa lista para auxiliar nas ações do plano, como o Fórum Nacional dos Executores de sanidade agropecuária (Fonesa), a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindcan).

Riscos no Brasil

O risco de a doença chegar ao Brasil é considerado baixo, levando em conta que o vírus está ausente na América do Sul. Contudo, a adoção  de medidas preventivas são de extrema importância e exigem "urgência", isto porque houve grande dispersão da PSA em vários países do mundo e uma intensa movimentação de passageiros entre países com casos confirmados. 

Ações preventivas adotadas

O principal objetivo das ações preventivas é que, em caso de ingresso da PSA no Brasil, não chegue aos suídeos (suínos e javalis) domésticos ou asselvajados (animal de vida livre).

Veja as medidas preventivas já adotadas pelo Mapa:

- O Ministério tem orientado os serviços veterinários estaduais a fortalecerem a vigilância dos animais, com controle do acesso de suínos a lixões e aterros sanitários e proibição de alimentar os animais com restos de alimentos.

- O Mapa intensificou a fiscalização do descarte adequado de resíduos alimentares provenientes de aeronaves comerciais e navios, reforçou a inspeção de bagagens de passageiros de voos internacionais, a atenção ao cumprimento dos requisitos sanitários para importação de suínos vivos, material genético, produtos, subprodutos e insumos e buscou maior agilidade no envio e análise de amostras para diagnóstico provenientes da vigilância para síndrome hemorrágica dos suínos.

- A Secretaria de Defesa Agropecuária está revendo procedimentos e revisando os Certificados Sanitários Internacionais (CSI) necessários ao comércio de produtos de origem animal.

- Foram atualizados todos os procedimentos de importação de produtos animais e de risco relacionados à doença, principalmente nas áreas com maior incidência.

- O cadastro de criatórios de subsistência (propriedades de pequeno porte) foi ampliado.

- Profissionais do Mapa participaram de treinamentos em laboratórios internacionais de referência para aplicação dos conhecimentos na rede de laboratórios oficiais do Brasil.

Granjas

No caso das granjas, a orientação é tornar mais rígido o acesso de pessoas, veículos e materiais aos locais.

Também deve-se atentar para medidas que impeçam o contato com suínos asselvajados de vida livre e outras espécies consideradas de risco para a suinocultura comercial. As ações vão desde a instalação de cercas e telas de proteção, procedimentos efetivos de combate a roedores e insetos, câmaras de compostagem dos dejetos, com os reservatórios de água protegidos e fechados, entre outras.

Grande produtor de suínos, o Paraná, por exemplo, já publicou normas de biosseguridade para granjas comerciais do estado. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) fixou, em setembro, requisitos mínimos para a mitigação de riscos e melhoria da proteção quanto à introdução e disseminação de agentes infecciosos, causadores de doenças nas granjas comerciais. Outros estados também estão adotando medidas para proteção da suinocultura.

*Com informações do Mapa

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