Melhoramento Genético na produção de maçã

  • 02/12/2019
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  • Categoria(s): Notícias Agrí­colas |

Melhoramento Genético

A maçã é uma das frutas mais consumidas no Brasil e sua produção na Região Sul do país, especialmente no Estado de Santa Catarina possui grande importância econômica. Por esta razão, que o incentivo a pesquisas de melhoramento genético aplicado ao cultivo da maça vem sendo bastante difundido pela Epagri, que desenvolveu um projeto neste segmento na Estação Experimental de Caçador, visando a criação diversificada de mais cultivares de macieira, confira:

A cultura da macieira no Brasil teve início para fins comerciais a partir do ano de 1970. Nesse período os agricultores utilizavam cultivares que logo deram sinais de que não eram adaptados às condições climáticas do país. Assim, viu-se a necessidade de dar início a pesquisas nessa área. O trabalho de melhoramento genético visava a introdução de diversos cultivares do mundo inteiro para que fossem avaliados em solos brasileiros e selecionados os que apresentassem melhor desempenho.

Na Estação Experimental de Caçador, onde esse trabalho é desenvolvido, quem nos conta essa história é o pesquisador da Epagri, José Luiz Petri.

“Em função dos problemas que foram sendo observados ao longo do tempo, à medida que a cadeia produtiva da maçã foi evoluindo, surgiu a necessidade da implantação de um Programa de Melhoramento Genético. Na época, as prioridades do Programa eram a adaptação das plantas ao clima brasileiro e a resistência à sarna, que até então era uma das doenças mais graves e mais complexas da macieira no Brasil”, conta Petri.

Com a evolução do setor produtivo em área, produtividade e tecnologia, foram surgindo novos desafios.

Atualmente, a produção de maçã no país concentra-se em basicamente dois cultivares: Gala e Fugi. Essa dependência em apenas dois cultivares pode ser considerada uma ameaça ao setor. Apesar de agradar aos consumidores e apresentarem boa produtividade, a Gala é muito susceptível a uma doença chamada Mancha de Gala e a Fuji tem problemas de alternância de produção.

Marcus Vinícius Kvitschal, pesquisador da Epagri, explica que, atualmente, o foco do Programa de melhoramento genético é oferecer mais opções de plantas para que a cadeia produtiva da maçã não tenha essa vulnerabilidade, refém de duas únicas variedades.

“Hoje são 19 cultivares de macieira desenvolvidos pela Epagri, os quais buscam, além de uma adaptação climática com menores exigências em frio, a resistência às principais doenças da macieira: a Mancha de Glomerella e a Sarna da Macieira” diz Maus Vinícius. Dentre esses cultivares, as maçãs de maior destaque são: Monalisa, Luiza, Daiane, Venice e a Elenise.

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Conteúdo publicado com base no texto “Melhoramento genético: Conheça a história desse trabalho na produção da maçã”, pela Epagri, Santa Catarina.

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